Saiu hoje na Apple TV, o primeiro episódio da nova série de ficção científica Pluribus, criada por Vince Gilligan (Breaking Bad), e resumindo numa palavra: estranho. A série foi assim vendida e, nesse ponto, não desilude. Agora, se é boa ou má, ainda não sei bem dizer. É demasiado bizarra para comparar com qualquer coisa recente, até porque, para isso, eu tinha de perceber inteiramente o que vi, e a verdade é que passei quase o episódio todo só a tentar não perder nenhum pormenor que me ajudasse a juntar as peças daquele emaranhado de cenas meio desconexas e sem sentido.
Claro que há espaço para teorias, e ainda bem, porque no fim há algum tipo de cena que se assemelhe a uma explicação, que acabou por me desiludir um bocadinho. Não por ser má, mas porque o nível de nonsense que vinha antes fazia esperar algo mais. Mesmo assim, as implicações do pouco que se percebe ainda são mínimas, e a sensação que fica é: “ok, agora que já estabelecemos isto, vamos lá ver do que se trata afinal.”
Para ser sincero, ainda nem sei bem o que achei. Não consigo dizer se gostei ou se foi simplesmente demasiado, mas fiquei curioso com o que vem a seguir. Principalmente para perceber para onde é que as personagens podem ir daqui, e o que realmente está por trás de tudo. Acho que a origem do acontecimento pode ser a parte mais interessante, mas tenho receio de que a série aposte primeiro só na bizarria do universo para o estabelecer e deixe as respostas mais suculentas para as próximas temporadas, pois pelo menos mais uma já está garantida.
Quanto às personagens, não há muito para dizer. A protagonista, interpretada por Rhea Seehorn, é uma, e quando virem vão entender porque digo isto. Fiquei curioso com algumas outras que foram só mencionadas, o que pode vir a ser um bom trunfo mais à frente. Gostei da ideia dela ser escritora e de todo o mundo que criaram à volta da obra dela, está muito bem feito, e rende cenas engraçadas, agora que relevância pode ter isso para a frente, não faço ideia. Noto aqui um tema…
A produção é impecável, claro, é Apple TV, e a banda sonora é praticamente um personagem por si só. Não dá para ignorar, impõe-se, corta o ambiente e faz lembrar aqueles filmes antigos de mistério e terror no espaço. Claramente intencional.
No geral? Nem sei. Vejam e tirem as vossas próprias conclusões. Eu vou ver pelo menos mais um episódio, porque agora que o terreno está mais ou menos definido, quero perceber se isto é só um fraco sinal ou se Pluribus é realmente algo digno de me juntar à multidão.
O primeiro episódio de Pluribus, assim como o segundo, já se encontram disponíveis na Apple TV, saindo os restantes semanalmente.