O primeiro episódio de I Love LA estreou hoje na HBO Max e a opinião com que fiquei é que o mundo teria passado bem sem esta série, mas é bem possível que o defeito seja meu. Afinal, isto é uma comédia para a geração Z e eu, como millennial, já não tenho idade nem paciência para este tipo de histórias.
A série foi criada por Rachel Sennott, que é também a protagonista, e centra-se num grupo de amigos ambiciosos que vivem em Los Angeles. Sennott não é má de todo, mas quase todas as outras personagens são um bocado demais. Ou barulhentas, ou irritantes. Ou as duas coisas ao mesmo tempo. Valeu o Dylan de Josh Hutcherson, a única personagem com quem se consegue simpatizar e a interpretação mais convincente. A trama anda à volta da tentativa de Maia conseguir uma promoção no trabalho e dos seus dramas com a antiga melhor amiga. No entanto, este primeiro episódio de I Love LA não nos consegue fazer importar-nos com nenhuma destas questões. A única coisa em que eu estava interessada era que o episódio acabasse. Ou que, pelo menos, Hutcherson aparecesse no ecrã.
Fica a impressão de que é uma série para um público muito específico e que qualquer pessoa que aqui não se enquadre não vai achar as piadas engraçadas, nem sentir empatia pelos dilemas dos personagens. Nem sequer é uma fórmula que traga algo de novo. Jovens a perseguir os seus sonhos e a viverem as suas vidas é uma história que já vimos contada muitas vezes e melhor. Fico-me, definitivamente, por aqui.