Casa-Abrigo, a nova minissérie da RTP1, chega hoje aos nossos ecrãs e retira inspiração de histórias reais de mulheres vítimas de violência doméstica. O tema forte e sempre tão relevante num país onde todos os anos há inúmeras vítimas deste tipo de crime foi o que me suscitou interesse. Tal como o nome indica, a trama é passada numa casa que acolhe mulheres e começamos por conhecer Vera, interpretada por Maria João Pinho, que também já tinha visto dar vida a uma vítima de violência doméstica em Glória.
O primeiro episódio de Casa-Abrigo perde o seu tempo a apresentar-nos à personagem principal e ao próprio abrigo, ao mesmo tempo que nos deixa conhecer também um pouco das histórias das outras mulheres que vão partilhar o espaço com Vera. Já dá para perceber o potencial dos laços que se irão criar entre elas, que é uma das coisas que mais me atrai em histórias destas. O Abrigo de Vera foi eficaz a mexer comigo, o que é sempre um bom sinal, mas achei várias das interpretações pouco naturais. Maria João Pinho, no entanto, entrega-se muito bem à sua personagem. O argumento e os diálogos, no entanto, são um bocado explicativos, o que para mim não resulta. Percebo a necessidade de proporcionar logo ao espectador alguma informação sobre o funcionamento do abrigo e sobre as vidas de Madalena, Conceição e Gabriela, mas poderíamos perfeitamente ter percebido algumas dessas coisas com o tempo.
O tema é suficientemente interessante para me fazer querer continuar a ver, mas confesso que estava à espera de algo que me arrebatasse mais. O primeiro episódio de Casa-Abrigo estreia esta noite, pelas 22h30, na RTP1 e podes ver um novo episódio todas as segundas-feiras. A série também ficará disponível na íntegra na RTP Play, a partir de hoje.