Classificação

5
Interpretação
4
Argumento
6.5
Realização
6.5
Banda Sonora

[Pode conter spoilers]

A nova aposta da Acorn TV, Under the Vines, é uma daquelas séries que passou completamente despercebida e, depois de ter visto o piloto, posso dizer que é justo. Não sei se será a comparação mais apropriada, mas veio-me à cabeça o seguinte enquanto estava a ver o episódio: parece algo saído do Hallmark Channel.

No centro da trama estão Daisy e Louis, dois personagens que têm muito pouco em comum, mas que acabam a herdar juntos uma vinha depois de o proprietário ter falecido. Este era padrasto de Daisy e tio de Louis, mas nenhum dos dois parecia manter grande contacto com o homem mais velho. No entanto, só quando chegam ao local é que descobrem que vão ter que partilhar a herança. Parece cliché? Sim, e é, mas o episódio até não funcionou mal nos primeiros minutos. Parecia que ia ser uma série levezinha e engraçada e, apesar de manter esse registo, acabou por se revelar enfadonha para mim. O episódio é demasiado longo (cerca de 45 min) para a história que quer contar. Temos os herdeiros que não se entendem, porque não concordam com o que querem fazer, depois temos os funcionários da vinha, que temem ficar sem o seu trabalho e sem um teto, e os espertalhões que estão interessados em comprar a vinha a um preço muito mais baixo do que aquilo que ela vale.

Daisy até é uma personagem divertida e Gus, um dos funcionários da vinha, é um querido, mas se estes minutos me custaram tanto a passar, como é que a série será capaz de cativar daqui para a frente? Os cenários são muito bonitos, sem dúvida, mas não fiquei com qualquer interesse em saber o que se vai passar daqui para a frente.

Não acho que já haja indícios nesse sentido, mas se seguir o tipo de rumo que estas histórias seguem sempre, Under the Vines vai proporcionar-nos um romance entre os seus protagonistas, que afinal até já se tinham conhecido, quando ainda eram miúdos. Há séries previsíveis e leves que entretêm bastante bem, mas esta não é uma delas. Não é algo de que os atores precisem de se envergonhar de ter no seu currículo, mas não vou além deste elogio.

Diana Sampaio