Classificação

8.5
Interpretação
7
Argumento
7
Realização
7
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

“Eu, Felicia Finley, deixo a minha parte do negócio à minha sobrinha menos odiada”. O piloto de Moonshine, inicia com a morte da carismática Felicia, dona de Moonshine, evento que forçou o regresso de Lidia (Jennifer Finnigan), a única dos Finley-Cullen a abandonar Nova Scotia, da sua agitada vida como arquiteta em Nova Iorque. Levando a um fim de semana, desejado por ninguém, com a sua família degenerada, para que fosse discutido o futuro do estabelecimento.

A chegada da “nova iorquina” gera emoções mistas nos membros da família, visto ser adorada por alguns e vista de lado por outros. Destacando-se a reação da sua meia irmã Rhian Gallagher (Anastasia Phillips) com quem tem uma relação tóxica. Sobretudo por esta sentir que viveu desde sempre na sombra de Lidia, encarando a sua presença, naquele momento, como mais uma iminente derrota.

A premonição de Rhian não poderia estar mais certa, ao ser lido o testamento e aperceber-se que sofreria a mais humilhante das derrotas: ser empregada da sua irmã. O piloto de Moonshine, é passado a um ritmo alucinante, numa epopeia de humor, traição e drama. Apesar da existência de um elenco alargado de personagens, cada uma com diferentes ramificações nas suas relações e interesses, é claro e envolvente na sua narrativa à medida que lentamente o véu se levanta em cada uma das histórias.

Destaco sobretudo o choque de mentalidades que se dá entre os diferentes membros da família e alguns personagens externos, o que proporciona momentos poderosos seja de conflito como de intimidade e ligação. Apesar de ser uma história com muitos confrontos e emoções à flor da pele, há igualmente pequenos elementos de grande mistério e secretismo que dão o toque final a uma história extremamente rica.

Quais serão os efeitos do regresso da “filha pródiga” a casa, num negócio familiar decrépito? Depois do piloto de Moonshine, imprevisível e cómico são a única certeza.

Diogo Gouveia