Classificação

9
Interpretação
7
Argumento
8
Realização
10
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Um vírus que assola por completo todo o mundo, crianças que nascem “meio veado”, e uma banda sonora espetacular – é assim Out of the Deep Woods, o pilot da nova série da Netflix, Sweet Tooth.

A série foi produzida por Susan Downey e Robert Downey Jr. e adaptada da banda desenhada da DC Comics e Vertigo Imprint.

No seu primeiro episódio acompanhamos Gus (Christian Convery), uma criança “meio veado”, e o seu pai, Pubba (Will Forte) que fogem da civilização dilacerada por um vírus (irónico, não é?) e acabam a viver num acampamento no meio da floresta. Paralelamente, neste episódio, acompanhamos também a história de um médico e a sua mulher, Dr. Aditya Singh (Adeel Akhtar) e Rani Singh (Aliza Vellani), que nos mostram o que está a acontecer nos meios povoados quando o vírus se instalou.

Em ambas as histórias, e apesar de serem ambientes completamente opostos, podemos contar com uma enorme qualidade na fotografia, tanto temos cenários de um mundo apocalítico, guerras, como campos verdejantes e colinas montanhosas. Ao longo do episódio é possível ouvirmos um narrador, que apesar de não acrescentar nenhum ponto relevante à história, faz-nos sentir que estamos a ler uma banda desenhada, deixando-nos com vontade de ler a próxima página. Não era algo essencial, mas transmite uma sensação interessante.

Passando à banda sonora… E que banda sonora! Conseguimos muito facilmente encontrar uma conexão da letra das duas músicas presentes no episódio à própria historia. As músicas não são propriamente recentes, mas encaixam na perfeição no estilo fantástico e dramático que o episódio (e a série) tem.

Apesar de se tratar de uma série de fantasia e ficção, os efeitos de computação gráfica são bastante pontuais, o que confere um realismo acima do esperado para este tipo de produção. Depois de uma pesquisa rápida no IMDb, reparei que as imagens dos próximos episódios fazem referência a situações que antecederam este primeiro episódio, portanto podemos contar com flashbacks ou alguns retrocessos na narrativa da história – o que faz todo o sentido, visto que temos vários personagens por explorar.

Sweet Tooth parece trazer uma lufada de ar fresco ao catálogo de séries de fantasia adaptadas pela Netflix, e vou claramente continuar a acompanhá-la!

Miguel Mendonça