Classificação

7
Interpretação
6
Argumento
9
Realização
9
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Bridgerton é a nova série da Netflix que convida a uma boa maratona nesta semana festiva, entre o Natal e o Ano Novo. Baseada nos livros de Julia Quinn, a série é um romance histórico passado em 1813, na aristocracia inglesa. Foca-se em Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor) e na sua introdução à sociedade da época, tendo chegado o momento de arranjar um futuro marido nos famosos bailes destinados a esse propósito. O romance será entre Daphne e o Duque de Hastings (Regé-Jean Page), que começa no momento em que ambos tentam escapar de um casamento organizado e da pressão familiar.

A série é criada pela famosa Shondaland e produzida por Chris Van Dusen, conhecido por produzir séries como Grey’s Anatomy e Scandal.

Logo nos primeiros segundos deste episódio, Diamond of the First Water, Bridgerton encanta pela sua exuberante produção. Vê-se que é uma série com um orçamento elevado, porque os sets e as roupas da época são incríveis e extravagantes. Toda a palete de cores da série é muito colorida e convidativa. Além disso, a série foi maioritariamente filmada nos locais, em Londres e Bath, parecendo ainda mais realista.

A música é outro elemento que se destaca. A banda sonora clássica que acompanha as cenas é muito bem escolhida e adaptaram até música moderna de forma a que o instrumental tenha uma sonoridade da música clássica. Aplaudo os produtores de música, fizeram um trabalho excelente.

A história em si foi o que me desiludiu mais porque não sou a maior fã de romance puro. Não me importo quando uma série tem romance misturado, mas quando o principal foco é no romance perco um pouco o interesse. E, por distração, não tinha percebido que a série era baseada num romance histórico. É daqueles casos em que acredito que esta série vá ser ideal para certas pessoas, se a praia delas for romances. Apesar disso, gostei bastante das personagens. Acho que são todas bastante carismáticas e divertidas, adequando-se ao tom da série que é leve e descontraído. E gostei da química entre as personagens principais, por isso mesmo acho que para quem gosta de romances, este tem potencial para ser muito bom.

Não vou mentir, gostava que a série fosse mais. Como fã de séries de época, tenho pena que a série não aproveite o contexto histórico, focando-se apenas na relação entre estas duas pessoas. Claro que é um contexto completamente diferente do atual. As mulheres aristocráticas sentiam a pressão de encontrar alguém da mesma classe para casar e os duques também eram encorajados a casar e começar uma família para assegurar a descendência. É interessante ser confrontada com esta realidade, mas sinto que havia muito mais a explorar, paralelamente ao romance. Como não vi a temporada inteira, pode ser que isto aconteça, mas baseando-me no primeiro episódio, não senti isso.

Resumindo, Bridgerton é uma aposta com qualidade da Netflix, nem que seja só pelos exuberantes sets e roupas de época. É uma boa série para fazer um binge-watch nesta altura, mas não me parece ser uma série que vai ficar na história das grandes séries. Mesmo assim, promete umas boas horas de maratona para os fãs deste género.

Ana Oliveira