Everything Sucks! – 01×01 – Pilot
| 18 Fev, 2018

A nostalgia volta a entrar nas nossas casa com mais esta produção da Netflix. Everything Sucks! traz os anos 90 de volta e provoca certamente um sorriso de boas memórias a muitos de nós.

A ação da série decorre na cidade de Boring, Oregon, no ano de 1996, e aborda um grupo de três rapazes muito geeks que entram na escola fictícia Boring High School. Como sabemos, para os adolescentes, entrar no secundário é entrar num universo de pressões sociais e descobertas pessoais. Os três rapazes entram no clube de AV da escola de modo a enquadrarem-se. Luke, o personagem principal e um entusiasta pelo audiovisual, conhece e apaixona-se por Kate, que é a filha do diretor da escola. Luke ajuda Kate a arranjar uma câmara de filmar e os dois começam a criar uma amizade. Ele planeia uma maneira de convidar a rapariga para sair enquanto Kate está numa fase onde anda a descobrir a sua sexualidade.

A série tem momentos muito interessantes para quem é apaixonado pelo passado. Viajamos de volta aos anos 90 e sentimos a vibe daquele tempo. Para mim, que sou um apaixonado pelo audiovisual e pelo cinema, o primeiro episódio conquistou-me logo. Tanto Luke como Kate são personagens que nos agarram. Os restantes personagens ainda não me convenceram. Dá-me ideia que são um pouco patetas, criando uma tentagiva de gargalhada fácil que não resulta, mas a magia está mesmo nos diálogos e referências. Logo no início vemos os jovens a discutir se os novos filmes do Star Wars, as prequelas, seriam boas ou más. Uma discussão que ainda hoje existe. Vemos piadas sobre as músicas da Alanis Morissette. Ou Luke a oferecer um CD dos Oasis a Kate. Para não falar do quão bonito e nostálgico é ver aquelas câmaras analógicas. É pura magia!

Os anos 90 têm qualquer coisa de especial para mim e certamente para os da minha geração. Esta série faz-nos regressar lá e viver um pouco da magia. Escrevo esta review, da mesma maneira que Kate acaba o episódio, com headphones na cabeça, ao som dos Oasis. Dirão, “isso é tão 90!”. Pois é, e ainda bem! Juntem-se mim nesta viagem.

Carlos Real

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