One-liner: Uma detective de homicídios tenta conciliar o seu trabalho com a sua vida pessoal caótica, à conta de dois filhos mal-comportados e um soon-to-be-ex-husband à perna.

 

As cadeias de televisão continuam a achar boa ideia apostar em policiais. É verdade que há séries de polícias que valem mesmo a pena ver, mas a verdade é que o ‘mercado’ está mais que gasto nesta área e, bem, não será fácil ter novas ideias que valham a pena. Já adivinham uma opinião não muito favorável sobre este piloto? Vamos lá ver!

Debra Messing é a ‘estrela’ desta série. Ela é a Detective de Homicídios Laura Diamond, uma detective esperta, intuitiva, mas algo preguiçosa, com um apetite voraz. É boa no que faz e tem uma bela duma pontaria a disparar.

O mais desafiante da sua vida são os filhos, uns putos gémeos que ainda andam no infantário, fazem trinta por uma linha – tanto que foram expulsos da pré-escola – e o marido. Ainda marido, porque o tipo parece não ter pressa alguma de assinar os papéis do divórcio. Ele traiu Laura, tem dificuldade em ser monógamo e é ‘alheado’ da realidade, como ela própria lhe disse várias vezes.

Hum, esqueci-me de dizer que o maridinho também é Detective, também de Homicídios? É. Mas noutra esquadra. Bem, pelo menos durante grande parte do episódio. O chefe de Laura nos Homicídios revelou-se um assassino, constituindo o pretenso momento dramático – mal conseguido – do episódio. Laura descobriu as intenções – concretizadas – e agora que o chefe vai preso, vai ter como novo boss  o futuro ex-marido. Yup, isso mesmo.

O caso de investigação do episódio foi deveras desinteressante, com o homicídio de um tipo que andava a receber ameaças de morte, que se revelaram ser do chefe de Laura, porque tinha andado a dormir com a mulher dele.

A série parece bastante amadora, Debra Messing não convence naquele papel (não sei porquê, mas não convence, de todo) e o pior de tudo isto é que não me parece haver grande potencial para que as coisas evoluam favoravelmente.

Não foi uma tortura de ver, mas foi bastante medíocre.

Nota: 5/10

Diana Sampaio.