Classificação

8
Interpretação
7.5
Argumento
7
Realização
7.5
Banda Sonora

Emily in Paris estreou hoje na Netflix, criada por Darren Star (Younger, Sex and the City), é uma comédia romântica que acompanha Emily (Lily Collins), uma jovem talentosa e ambiciosa executiva de marketing. Quando a sua empresa em Chicago adquire uma nova agência em Paris, Emily depara-se com o seu emprego de sonho no mercado de luxo e muda-se para Paris. Para além de desenhar e gerir as novas estratégias para as redes sociais da agência, Emily irá viver novas experiências e aventuras, conhecer novos amigos e, quem sabe, viver um romance inesquecível.

Dizer que estava entusiasmada para esta estreia é um eufemismo visto que, para mim, esta é “a estreia” da fall season. Desde muito cedo que acompanho a carreira da Lily Collins e a atriz nunca desapontou, pelo que essa é a principal razão que explica o meu interesse na série. Devo desde já dizer que ela não dececiona. Embora não seja nada fã da narrativa de uma americana que vem para a Europa dar uma perspetiva mais fresh, ela consegue encarnar a americana perfeita – que, por vezes, nos faz revirar os olhos, mas num sentido adorável. A segunda razão que vos dou para verem esta série, é sem dúvida o género em que se enquadra – se são fãs de Sex and the City, Gossip Girl ou, mais recentemente, The Bold Type, esta série tem um pouco de cada e algo mais.

Temos aqui uma visão de uma mulher do século XXI que vai sozinha para outro país, sem qualquer base de suporte emocional (amigos, família), e por si só, já é um enredo diferente e que nunca vi. Foi bom ver Emily a tentar adaptar-se a uma nova língua e cultura e ver as diferenças que podem surgir entre dois países.

Finalmente não se passa em Nova Iorque! O facto de se desenrolar em Paris é um bónus, ainda que a realização tenha deixado um pouco a desejar. Não tem nada de inovador nem transmite inspiração, algo que esperaria de uma série em Paris. Todo o tom da realização é bastante leve, rápido e, na minha ótica, um pouco sem sal por não ter nada diferenciador.

Por enquanto, parece uma história divertida, mas sem grande profundidade (contrário a The Bold Type), o que espero que mude um pouco nos próximos episódios. Acho que consegue fazer bem as suas críticas “culturais” e é engraçado de ver, pois são aspetos que todas as pessoas identificam com os americanos e com os franceses, ainda que possam cair muito na generalização básica (ainda assim, não considerei nenhuma ofensiva).

Todo o elenco teve uma boa prestação e gostei que a Netflix tenha optado por escolher atores franceses porque contribui imenso para a autenticidade.

Em geral, fiquei muito satisfeita com a série e será a perfeita substituta para preencher o vazio que a 4.ª temporada de The Bold Type deixou no meu coração.

Ana Leandro