Classificação

7.5
Interpretação
7
Argumento
8
Realização
8
Banda Sonora

A maioria dos programas que abordam o género de super-heróis ou seres mitológicos tendem a começar aquém do esperado. Isto foi absolutamente aparente em Ragnarok, a nova aposta da Netflix, oferecendo um episódio repleto de exposições, algum trabalho narrativo desajeitado e leve caracterização. Apenas o final do piloto é intrigante o suficiente para me deixar à espera de qualquer coisa melhor, será que o vai realmente ser?

Bem, como já devem saber esta série tem como pano de fundo o belo cenário rural da Noruega, mais precisamente a bela cidade de Edda, e circula em torno da mitologia nórdica. Só por esta descrição tem tudo para correr bem, certo? Foi exatamente o que pensei quando decidi dar uma vistinha de olhos!

Mas… Infelizmente, neste episódio não dá para tirar grandes conclusões do que está por vir, pois serviu apenas para nos apresentar os principais atores e começar a tecer a teia de todo um enredo que se vai desenrolar ao longo de seis episódios (pelo menos estes já estão garantidos). Não sei ao certo o quanto de ação real Ragnarok terá, mas espero que os episódios subsequentes sejam de melhor ritmo e com mais referências mitológicas. Mas ainda assim é uma nova abordagem a uma das lendas nórdicas mais conhecidas de sempre, e deverá sempre ser divertido de assistir, ou pelo menos diferente.

Parece-me que quem gosta de dramas adolescentes e de mitologia viking irá gostar desta série pois ela é uma mistura destes dois temas. Adam Price (Borgen) pegou na história de ragnarok, ou seja do fim do mundo, e colocou-a num contexto mais jovem e atual. Mais precisamente, adolescentes com problemas mundanos e angustiados com a vida numa cidade pequena podem ter tropeçado involuntariamente na maior batalha apocalíptica entre deuses e gigantes.

Acrescentando e concluindo, a trilha musical sinistra é um toque agradável e junta-se a esta imagens/paisagens realmente lindas. Os atores foram bem combinados e escolhidos e não deixaram a desejar nestes primeiros 40 minutos. A história, no entanto, é algo que fará ou estragará esta série, veremos (pelo menos eu vou ver) o que acontece! Ainda resta saber se Ragnarok se pode basear nas fundações e fornecer uma narrativa que valha a pena para combinar com suas belas imagens.

Filipe Tavares