Classificação

5
Interpretação
4
Argumento
4
Realização
5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Deputy, a mais recente aposta policial da FOX, estreou nos Estados Unidos da América no passado dia 2, mas chega hoje ao canal homónimo português. Será este o novo grande êxito do género, protagonizado por Stephen Dorff, que já deu vida a um detetive numa outra produção, True Detective (podes ler a entrevista que tivemos oportunidade de lhe fazer aqui)? Ou será apenas mais uma série sobre polícias?

Tenho de confessar que policiais não é de todo o meu estilo de séries favorito. Portanto, à partida, já poderia estar a dar uma opinião parcial. Contudo, consigo colocar esse gosto pessoal de lado e fazer uma apreciação justa do que vi. Deputy podia ser a série que se pautava pela diferença dentro de um género já tão exausto onde coisas novas a serem feitas são raras ou até mesmo só lendárias. Qual foi o último policial que viram verdadeiramente diferente de tudo o que já foi feito? Eu não me consigo recordar de nenhum e Deputy não será certamente a produção que vem quebrar o ciclo.

Ação há que chegue e sobre neste primeiro episódio. Mas então e uma história que cative? Os 43 minutos que perfazem Graduation Day têm uma panóplia de acontecimentos a decorrer e poucos são os segundos de sossego. Temos perseguições em carros, um motim numa prisão, a resolução de um crime que interliga tudo o que sucede, cenas num hospital, a intromissão do FBI… Enfim, há de tudo um pouco menos nexo entre todas as coisas que decorrem e uma história de base que nos ligue às personagens principais e que nos faça criar empatia com elas.

A personagem de Dorff, o Xerife Bill Hollister, a pessoa menos indicada para assumir tal cargo, é o típico agente bad boy que não quer saber das regras, só se importa em apanhar o criminoso do dia. Honestamente, não achei piada nenhuma à personagem nem senti que a prestação de Dorff fizesse jus ao talento que sei que tem. Diria mesmo que mais valia voltar para Arkansas e retomar o seu papel de Detetive sarcástico, porque lhe assenta muito melhor que o de Xerife mauzão.

Em suma, Deputy não é uma série que recomende. O excesso de ação e a panóplia de acontecimentos deixam em destaque a falta de essência. Creio que nem em zapping ficaria a ver este novo policial, ao contrário do que acontece com outros quando não se tem nada para fazer. Esta série vem apenas aumentar a lista de novas apostas que não trazem nada de novo e que são só mais uma. Ainda está para ser inventada a série focada em agentes da lei que realmente deslumbre e encante.

Beatriz Caetano