Classificação

8.5
Interpretação
8.5
Argumento
8.5
Realização
8.5
Banda Sonora

[Pode conter spoilers!]

Que primeiro episódio bombástico!

Pessoalmente, eu já sou uma grande fã das séries da FOX e quando anunciaram que iam produzir uma série derivada de 9-1-1 fiquei super curiosa e ansiosa para ver o primeiro episódio e, bem, foi um piloto que me conquistou desde o primeiro minuto!

9-1-1 Lone Star é um spin-off de 9-1-1, sendo que desta vez a história concentra-se em Owen Strand, um bombeiro de Nova Iorque que juntamente com o seu filho, TK, que por curiosidade também é bombeiro, acaba por rumar a Austin, no Texas, onde os dois vão ter de aprender a equilibrar as suas vidas profissionais e pessoais. No elenco podemos contar com várias caras conhecidas tais como: Liv Tyler (The Leftovers) como protagonista, juntamente com Rob Lowe (Brothers & Sisters), Natacha Karam (The Brave), Brian Michael Smith (After), Rafael Silva (Fluidity) e Julian Works (American Crime).

Neste primeiro episódio podemos constatar que uma tragédia acaba por matar todos os bombeiros do departamento de Austin, deixando apenas um sobrevivente e paralelamente vemos Owen Strand num consultório médico, onde recebe um diagnóstico pouco favorável, não esquecendo que o seu filho também sofre com alguns problemas relacionados com o vício, o que torna mais fácil a mudança de cidade, tendo em conta que Owen Strand foi recrutado para liderar o departamento de bombeiros em Austin.

Owen é obrigado a constituir uma nova equipa e no episódio vemos que ele começa por chamar bombeiros de todo o país, mas todos com as suas características especiais, como por exemplo: o seu próprio filho TK; Marjan (Natacha Karam), uma mulher muçulmana conhecida pelos seus momentos heroicos; Paul (Brian Michael Smith), um investigador transexual de Chicago, e Mateo (Julian Works), um jovem da cidade que já tentou entrar várias vezes no departamento, mas acabava sempre por falhar nos exames.

Sendo o novo chefe do departamento, Owen também terá que lidar com Judd, o único sobrevivente da tragédia, que está a lidar com um transtorno de stress pós-traumático. Nisto tudo, todos se juntam à equipa de paramédicos liderada por Michelle Blake e à operadora dos serviços de emergência, Grace, a mulher de Judd.

Sinto que este elenco tem muita química e ao mesmo tempo consegue ter momentos mais engraçados que 9-1-1. A banda sonora é cativante, não esquecendo a forma como falam no balneário acerca de rotinas de skincare, sendo esse um dos momentos que achei mais hilariante. Obviamente temos as situações de emergência que me deixam o coração a mil, mas a série acaba por se focar em outros problemas também como o transtorno pós-trauma, a luta contra uma doença terminal, problemas de drogas, a procura de uma irmã desaparecida e, o que achei muito bom na série, foi a diversidade do elenco e a forma como abordaram esses temas, não falando da cor da pele ou coisas do género.

Obviamente, a série não se baseia unicamente na diversidade, mas sim na maneira como contam a história desde o início e como nos deixa interessados desde o primeiro minuto pela vida dos personagens.

Não houve nenhum momento de que não tenha gostado, pois fiquei colada ao ecrã o tempo todo e sinceramente já tenho alguns personagens favoritos. Espero que os próximos episódios sejam tão agradáveis quanto o primeiro, pois vejo que existem amizades a construir, amor para encontrar e novos laços para criar, por isso acredito que a premissa desta série seja muito interessante.

Se gostam deste tipo de série, aproveitem para dar uma vista de olhos, tenho a certeza de que vão gostar!

Marta Pinto