Classificação

6
Interpretação
6
Argumento
7
Realização
7
Banda Sonora

A 6 de dezembro estreou na Netflix uma série de drama e romance, baseada nos livros de Robyn Carr, denominada Virgin River. Esta vai contar a história de Melinda Monroe (interpretada por Alexandra Breckinridge, também conhecida por participar em This Is Us e The Walking Dead), uma enfermeira que se muda para Virgin River, uma pequena e remota cidade do norte do estado da Califórnia, a fim de começar a trabalhar no consultório de Doc Mullins (representado por Tim Matheson), um médico de 72 anos que mesmo não querendo admitir, precisa de ajuda para tratar dos seus inúmeros pacientes.

Para mim – e penso que não estou sozinha nisto – os primeiros episódios de novas séries são sempre estranhos uma vez que nos são apresentados personagens, histórias e lugares aos quais não estamos habituados e que no seu todo são criados para nos levar a ficar apegados – e a ver a série até ao fim. Assim sendo, esta série não fugiu à norma, levando-me não só para algo novo, mas também para longe da minha zona de conforto visto que, no dia a dia, durante a procura pela Netflix de outras séries para acrescentar às milhentas que já tenho para ver, dificilmente pararia em Virgin River dado que é um drama romântico, duas das características que só por si não me puxam muito para ver uma série. No entanto, a verdade é que no final do episódio, mesmo tendo achado em alguns momentos a história um pouco cliché e um pouco apressada de mais, fiquei com vontade de pelo menos ver mais um episódio, nem que seja por pura curiosidade de conhecer mais um pouco da história dos personagens, principalmente de Melinda. Sabemos logo à partida que a protagonista foge de um passado que ainda não superou – sendo que ninguém deixa uma vida em Los Angeles e se muda para uma pequena cidade da qual pouco ou nada conhece só porque sim – e que ainda lhe provoca muito sofrimento. Este, ao ser apresentado aos poucos através de flashbacks, acaba por nos fazer ficar curiosos relativamente ao que realmente aconteceu (já para não falar que aquele cliffhanger no final do episódio leva-nos inevitavelmente a deixar a Netflix mudar para o próximo capítulo sem a impedirmos).

Posto isto, a sensação com que fiquei durante o episódio é que a história, que mesmo parecendo que já foi vista em algum lado, nos vai guiar através de personagens cujas narrativas ainda nos vão surpreender e nas quais nos vamos conseguir rever de uma maneira ou de outra, podendo até, no final, conseguir retirar algum tipo de ensinamento destas. Para além disso, a série apresenta uma fotografia bastante bonita, mostrando as belas paisagens que caracterizam a cidade de Virgin River, e uma banda sonora interessante, que se enquadra incrivelmente no que estamos a visualizar. Portanto, para quem gosta de séries deste género deve dar oportunidade pelo menos ao primeiro episódio e depois deste determinar se realmente vale a pena continuar ou não. Tal como referi anteriormente, mesmo não sendo algo que me chamaria muito a atenção, fiquei com vontade de seguir para o próximo episódio e descobrir um bocadinho mais da vida de Melinda – e consequentemente da vida dos outros personagens também, uma vez que estes passam a estar interligados com a da protagonista – e ver como é que a história se vai desenrolar para perceber, por fim, se a série vai acabar por surpreender ou não.

Cármen Silva