Classificação

6
Interpretação
5
Argumento
6
Realização
6
Banda Sonora

[Contém Spoilers]

Esta nova aposta da canadiana CBC Television é a adaptação de uma série literária escrita pelo autor M. R. Hall. Coroner tem como personagem principal Jenny Cooper, que trabalha como médica legista enquanto ajuda a polícia a investigar crimes.

São inúmeras as séries de investigação criminal e esta também está longe de ser a primeira a ter como protagonista uma médica legista, portanto aqui não temos nada de novo. O facto de Jenny estar a lidar com uma crise pessoal também é algo que já foi muito explorado, mas são as partes em que ela está a lidar com a morte do marido, vítima de aneurisma, há poucos meses que me captaram mais o interesse. Já não gostei tanto da parte em que ela e nós descobrimos que ele tinha dívidas e que fez uma segunda hipoteca da casa. Porque é que toda a gente tem que ter sempre um grande segredo? Para criar interesse? Bem, quando usam esse truque para uma infinidade de séries acaba por ser simplesmente previsível.

Há também algo bastante peculiar em Jenny, e não estou a referir-me aos seus ataques de ansiedade (suponho que seja isso que são!). Este episódio de estreia chama-se Black Dog e a verdade é que ela está constantemente a ver um cão preto que mais ninguém vê. Não sei se esta é uma tentativa de trazer um elemento sobrenatural à série, mas se é, não funcionou bem, foi apenas estranho.

A parte de investigação esteve relacionada com a morte de dois miúdos que estavam institucionalizados, mas não conseguiu ser minimamente cativante. Não senti curiosidade em perceber o que tinha acontecido e não achei que tivéssemos sido conduzidos de forma intuitiva para a forma como as coisas se desenrolaram.

Até simpatizei com Jenny e achei a relação dela com o filho adorável, mas não passou disso. Não fiquei com vontade de ver mais, nem acho que haja maneira de Coroner se destacar ou distanciar de outras séries do género. Quando todos os anos saem centenas de séries novas começa a ser difícil criar algo verdadeiramente diferente e apostar num género que está mais do que explorado até à exaustão revela-se um pouco inútil.

Diana Sampaio