Classificação

8.5
Interpretação
7.5
Argumento
7
Realização

[Contém spoilers]

File #3, o terceiro episódio de NeXt, que estreou mais cedo no serviço de streaming Hulu, volta mais uma vez a aumentar a fasquia. Neste episódio, as emoções foram ainda mais intensas e o perigo da tecnologia esteve cada vez mais próximo de cometer danos sérios.

Neste novo episódio, Shea e Paul seguem a pista de localização obtida previamente e acabam em Dartmouth, num laboratório de robótica, pertencente a um amigo de Paul. Somos apresentados ao professor Richard Pearish (Michael Herzovi), que usa uma cadeira de rodas motorizada, com um mecanismo tecnológico que lhe permite comunicar.

Claro que, nesta série, tudo o que necessita de tecnologia vai acabar por correr mal. Por isso, já estava à espera que algo fosse acontecer ao professor, mas não deixou de ser uma cena com muito impacto. Além do pobre homem ter que lidar com uma vida ligada à tecnologia para sobreviver, esta ainda lhe prega uma partida. É terrível pensar que aquele homem foi basicamente transformado em robô, pois todos os seus movimentos e comunicação acabaram por lhe ser retirados, passando a ser controlados por uma força externa. Quando Paul reinicia o seu sistema e tudo o que consegue dizer é uma repetição contínua de “Help me”, parece algo saído de um filme de terror.

A outra situação saída diretamente de um filme de terror foi, claro, o alerta para crianças raptadas que o sistema conseguiu emitir com o nome de Ethan, de forma a encontrar a sua localização. A parte mais traumatizante desta série é que, se pensarmos bem, esta situação nem é assim tão difícil de acontecer na vida real. Se um alerta da polícia é colocado no sistema, a grande parte dos polícias vai aceitar como sendo verdade. É óbvio que, posteriormente, o departamento de crimes investigaria quem foi responsável por colocar o alerta e concluiria o erro, mas até lá a tecnologia seria realmente capaz de emitir alertas falsos, que seriam considerados como verdade. Achei que a situação foi resolvida de forma demasiado fácil, tanto a parte de retirar o alerta, como o polícia admitir o erro a Ty. Se fosse realmente um raptor com conhecimentos de informática, com ajuda de uma rede de hackers conseguiria tirar o alerta quando fosse necessário. Teria sido mais sensato levá-lo a um posto da polícia, pelo menos para ter a certeza. Mesmo assim, acho que foi a situação que criou mais tensão no episódio e, por isso, foi bem conseguida.

Temos ainda outras situações por resolver, além da procura de Shea e Paul pela origem do sistema, como é o caso de Gina, que está a ser cada vez mais intimidada. Neste momento não percebo porque é que é ela especificamente a pessoa que está a ser atacada.

Por fim, falta só referir o final do episódio! O sistema consegue agora recrutar quem lhe apetecer da prisão e, pelos vistos, este vai focar-se na família Salazar. Acho que ainda há aqui conexões com o grupo supremacista branco, mas estou curiosa para descobrir como é que realmente tudo está interligado.

Apesar do argumento ter algumas falhas, considerando que a maioria das situações se resolve de forma simples, a série continua a ser capaz de apresentar episódios com tensão que me mantêm colada ao ecrã. Em todos os episódios são apresentados mini conflitos, ao mesmo tempo que temos desenvolvimentos no conflito principal que acompanhará toda a temporada. Vamos ver o que nos traz a próxima semana.

O que achaste deste terceiro episódio?

Ana Oliveira