Depois de um primeiro episódio bastante sólido, Refúgio do Medo continua no bom caminho e assim se mantém ao longo da 1.ª temporada, apesar de o final me ter deixado um bocadinho desiludida. A componente de investigação não fica a dever nada à de produções internacionais bem conhecidas e a história prende ao ecrã do início ao fim, convidando a fazer maratona. No entanto, o melhor mesmo é que a série nos deixa emocionalmente envolvidos na história das personagens. Há momentos pesados, duros, em que nos colocamos na pele daquelas pessoas. Na pele de Bela, sobretudo. O elenco é, na generalidade, bastante bom, mas tem que ser dado o devido destaque a Maria João Bastos, Catarina Rebelo e à atriz islandesa Kristín Þóra Haraldsdóttir, que não conhecia. Este final significará uma porta aberta para uma eventual 2.ª temporada? Pode ser que assim seja, porque as coisas não podem ficar assim!