Sherlock – 04×01 – The Six Thatchers
| 02 Jan, 2017

Passados três longos anos, Sherlock regressa à televisão e valeu a pena a espera.

Com uma pequena lembrança do que tinha acontecido, o episódio começa com Mycroft a fabricar as imagens para ilibar Sherlock, de modo a este conseguir impedir o que é quer que seja que Moriarty tem planeado. Então Sherlock passa os meses seguintes sempre atento a todo e qualquer caso, resolvendo-os de rajada, com um toque do humor a que a 3.ª temporada nos tinha habituado. Até que Lestrade surge com um caso interessante, onde um corpo tinha sido escondido atrás de um banco falso para ninguém ver, até o carro explodir. No meio disto tudo, encontram um busto de Margaret Thatcher partido. Sherlock resolve rapidamente o caso, mas fica interessado no busto, tanto que quando Lestrade encontra um novo caso com um busto idêntico o chama. Analisando o padrão e convencido que iria levar a Moriarty, consegue descobrir onde o criminoso iria atacar a seguir e prepara-lhe uma espera. Para grande pena de todos nós, o criminoso não estava a mando de Moriarty, mas era um antigo colega de Mary atrás da sua pen com as suas identidades.

Começamos então uma jornada ao passado de Mary. Quando esta descobre que a querem matar, foge para não pôr a sua família (incluindo a filha recém-nascida) em perito, só que Watson e Sherlock encontram-na. Tal como o criminoso que os andava a seguir. Num confronto que acaba com o seu colega morto, descobre-se que alguém tinha traído a sua equipa, entre outros segredos importantes para John.

Sherlock consegue descobrir que quem estava por trás de tudo era a secretária e, num confronto em que Mycroft, Mary e Watson estavam presentes, esta decide fazer algo que o intelecto de Sherlock não estava à espera, tenta matá-lo mesmo sabendo que não tinha escapatória. No entanto, Mary, que se tinha afeiçoado a ele, atira-se para a frente da bala e morre ela própria. Watson fica num estado de pura raiva, culpa Sherlock e recusa-se a vê-lo, em parte porque ele não tinha sido capaz de cumprir a promessa que fez, em parte por se sentir culpado de nunca ter dito a Mary do caso que teve. Numa gravação que faz alusão a Moriarty, Mary incumbe Sherlock da sua missão mais difícil de sempre, salvar John Watson.

A música estava magistralmente colocada como sempre, criando suspense quando preciso, e notou-se claramente o diferente tom do início do episódio para o final. Esta diferença foi devido ao facto de o episódio começar no tom a que nos habitou na terceira temporada, com mais sentido de humor e alegre, para acabar como tinham prometido, na introdução a uma temporada mais negra, onde felicidade e humor não irão abundar. Restam duas coisas: primeiro, apreciar a evolução do Sherlock de Benedict, que começou por ser arrogante, e ligar pouco a outras pessoas, passando por alguém já mais emocional e com humor, para acabar a consultar uma psicóloga após a morte da mulher do seu melhor amigo, pelo que ele se culpa. Por fim, e antecedendo o que poderá vir a ser o melhor episódio de Sherlock, será que Moriarty vai voltar? Ou iremos ficar desiludidos pela sua promessa, que não passaria de um engodo?

Raul Araújo

Publicidade

Populares

calendário estreias

slow horses poster

Recomendamos