Classificação

9
Interpretação
8.7
Argumento
8.9
Realização
8.6
Banda Sonora

A dupla NZT está na cidade para arrasar!

No penúltimo episódio da temporada antes do final, que será dividido em duas partes, Limitless continua a melhorar e a criar um grande momentum para o desfecho.

As desconfianças de Rebecca sobre Brian têm vindo progressivamente a aumentar e acabamos o último episódio com o confronto entre os dois e Rebecca a ameaçar prender Brian. Desta forma, Brian decide pôr tudo em pratos limpos e conta toda a história a Rebecca: Morra, Sands, o facto de não ser verdadeiramente imune ao NZT, a enzima de imunidade e a derradeira cartada… que foi Sands quem matou o pai dela.

A relação entre Brian e Rebecca e o seu trabalho de equipa sempre foram um dos pontos altos da série e esta semana conseguiu ainda exceder-se. A aceitação de Rebecca podia ter sido mais difícil, mas a situação com Sands e o facto de ela ter decidido tomar NZT para ter a mente clara de forma a processar tudo ajudou muito a perceber o lado de Brian. Assim, no episódio desta semana tivemos ambos, Brian e Rebecca, a trabalhar sob a ajuda do NZT e com um objetivo em comum, derrubar Sands.

Rebecca em NZT, como Brian diz: “It’s not fair. You on NZT, it’s not fair.” Mesmo sem a ajuda da droga, Rebecca já tem uma capacidade de raciocínio espetacular, com NZT podemos ver que ela é simplesmente brilhante. Atrevo-me a dizer que se ela virasse uma consumidora ativa poderia vir a ultrapassar Morra. Foi surpreendente, por exemplo, ver ela a lembrar-se duma TED Talk, para descobrir se Brian lhe estava a dizer a verdade ou não. A situação da Naz em que Rebecca rapidamente inventa uma desculpa e Brian aparece e se põe rapidamente em sintonia com ela também me arrancou um grande sorriso. Ninguém para aqueles dois em NZT.

O plano para derrubar Sands passou por se lembrarem do episódio 16: “Sands, Agent of Morra” e convencerem Houston a testemunhar contra Sands. Claro que antes foram necessários dois cérebros em NZT para conseguirem contactar com uma pessoa em estado parecido com o coma – muito interessante a parte científica e como construíram uma EEG caseira.

Gostei também de ver a história contada na perspetiva da Rebecca e a manifestação do NZT sob a forma do pai dela. Quem é que será que Morra vê? E este ponto devia ser mais aprofundado, pois parece que os efeitos do NZT têm uma grande componente associada ao subconsciente, mas começo a divagar.

Depois de Houston, a captura de Sands teve a parte boa e a parte menos boa. O bom foi Rebecca descobrir a vigilância que Sands lhe tinha instalado no apartamento e como virou isso contra ele. O que me deixou meio aguado foi Sands não ter usado NZT para o confronto. Com as suas habilidades de “Soldado da Fortuna”, mesmo com o mini exército que usaram para o prender, acho que não teria sido o suficiente. Espero que este não tenha sido o final de Sands e que possamos ainda ver a batalha final com ele a usar NZT. Até porque toda a organização com que Sands está envolvido deixou-me curioso e quero ver mais sobre isso. Inesperada foi também a SMS que Sands enviou a Brian a avisá-lo sobre o atirador. Apesar de a organização o querer morto, a ajuda que Brian lhe deu ganhou algum respeito e Sands, apesar de ser responsável por tantas mortes, não é um monstro.

Por fim, o tempo de Brian no CJC parece que chegou mesmo ao fim. Não só Naz já suspeita de qualquer coisa estar errada, mas Brian fica também sem acesso à enzima de imunidade – ao revelar Sands e Morra, e ao Piper continuar desaparecida – e os terríveis efeitos do NZT estão à porta, que num estado tão avançado como o de Brian o levarão de certo a uma morte horripilante. Resta saber: Piper estará viva? Será o confronto final com Morra? Irá Rebecca ajudar Brian nesta conclusão (a mensagem final da manifestação do pai dela deixou-me na dúvida se ela o poderá fazer)? E com o historial aditivo do pai, será que após experimentar NZT uma vez, irá Rebecca resistir a não tomar mais?

Com uma semana de pausa, Limitless volta dia 19 de abril para a primeira parte da sua season finale. Até lá, abram as vossas mentes.

Emanuel Candeias