Power – 01×01 – Pilot
| 15 Jun, 2014

One liner: James “Ghost” St. Patrick é o dono de uma discoteca que tem tudo – riqueza, fama, família. A plot? Ghost leva uma vida dupla como distribuidor de drogas via networking que lhe vai complicar a vida que ele quer levar.

O episódio tem a óbvia mãozinha do 50Cent – muito flash, muita demonstração de sensualidade, uma banda sonora imponente. A riqueza de James “Ghost” St. Patrick começa logo a ser ostentada nos primeiros segundos do episódio – sem vermos a cara dele, sem sabermos de quem se trata, vemos um indivíduo a ajeitar a sua camisa, tirada do seu walking closet, por um relógio no pulso que provavelmente custará mais que o ordenado de todos nós, para acompanhar a sua mulher, igualmente bem produzida à abertura da sua discoteca “Truth” (e a ironia?!).

A sensualidade em torno desta riqueza é imposta logo de início e é este o ritmo que me parece que a série vai levar – ostentação ao limite.

A personagem de St. Patrick não é nada assim de dominante. Eu tive essa sensação que até ver a cara do senhor no início do episódio, estava completamente extasiada. Depois de ele aparecer e figurar por mais de cinco minutos, heh, perdeu o interesse.

Na sua vida de crime, Ghost lidera uma rede de distribuição e transporte de mercadoria ilícita em New York, usando o nightclub como um negócio de lavagem de dinheiro para a sua actividade nocturna. Associado a ele, está o seu braço direito – Tommy – sedento de dinheiro e negócio ilícito.

A ideia que fica de Ghost é que ele vem de uma vida pobre, é um self-made man da rede de drogas que neste momento parece dar a entender que quer terminar com os negócios ilícitos, dedicando-se por completo à sua discoteca. Tommy não concorda e Ghost repensa a ideia – esta parece ser uma das plots futuras da série, o conflito entre o que ambos querem. A sua namorada, Tanya também se opõe ao abandono das drogas por parte de Ghost, uma vez que se sente relizada com a vida que tem.

Neste momento, Ghost está em negócio com um druglord muito importante – Lobos – que pode fazer-lhe a vida relativamente às suas ambições de apenas ficar com o negócio legítimo da discoteca, e deixar a vida ilícita. O problema é que o seu negócio está a ser atingido por um desconhecido – perdeu dinheiro e foi forçado a retirar a sua mercadoria das ruas.

Lobos está à procura de alguém que consiga substituir Ghost e seja melhor que ele em rede de distribuição do que ele, e a sua estadia em Nova York está a despoletar o interesse das forças policiais de investigação.

Ghost encontra uma namorada antiga na sua discoteca, a meio do episódio, com quem reconecta. Percebe-se que esta namorada, Angela, é alguém que o marcou muito, e que o abandonou e quando reconectam aparece uma velha chama que Ghost já não tinha há muito! O que Angela não sabe é da vida ilícita de Ghost, pensando que ele é simplesmente o dono de uma discoteca de luxo.

A storyline de Power é notoriamente aborrecida. Não, a sério, deixem-me explicar. Drogas, cartéis, aborrecimento. As próprias personagens em si não foram muito desenvolvidas e não há um grande carisma para Ghost, que podia ser um dos pontos fortes da série. Com vilões tão carismáticos como Dexter, Ghost fica muito aquém!

O mais interessante da série será a relação entre Angela e Ghost, porque ao passo que Angela não sabe da vida ilícita de Ghost, Ghost não sabe que a Angela está a investigar Lobos e por consequência à sua procura e da sua rede de tráfico de narcóticos.

Mas é como vos disse inicialmente: a série é muito sexy. Se gostam da ostentação e do brilho da high lifestyle, força . Não esperem uma história com grande originalidade, não esperem que seja a talk of the century. A plot não é novidade, as personagens não têm um impacto muito grande. O  bonito desta série estará mesmo no estilo de vida. Quem gosta disso, vai gostar da série.

Iremos ver como desenvolve. Vou dar uma segunda oportunidade: se o segundo episódio não surpreender, adeus Power, foi um prazer.

Nota: 5/10.

 

Joana Pereira.

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