Quem vos escreve esta review não é grande fã de ficção cientifica no mundo televisivo. Não há nenhuma série do género que me encontre a ver no momento. Mas Helix tinha uma história que embora parecesse já muito utilizada em filmes (epidemias, salvar o mundo, essas coisas), me chamou a atenção. Criada por Cameron Porsandeh e produzida por Ronald D. Moore (Battlestar Galactica), tem Billy Campbell (The Killing) e Hiroyuki Sanada (Wolverine: Imortal) como protagonistas.

Fui experimentar e foram 77 minutos muito bem aproveitados.

A série como dizia, é passada no Ártico, quando 3 cientistas de um centro de investigação de alta tecnologia são contaminados com um virus desconhecido. A partir daí, são chamados ao local os investigadores do Centro de Controlo de Epidemias dos EUA (CDC) para realizar os protocolos de quarentena e de identificação do virus e a cura para o mesmo.

E começa a acção. Todo o ambiente do Centro de Investigação é suspeito e os momentos de tensão/mistério acompanham o espectador a cada segundo.  Nunca se viu um virus assim. Nunca se viram uns sintomas destes. Ainda para mais, suspeitamos desde o principio que ali há qualquer coisa no ar que não gostamos e gente que actua com outros propósitos. E não é só um personagem, são vários. Ficamos completamente vidrados e a querer saber mais.

A contaminação não deve ter sido “sem querer”, certo? Foi logo a questão que coloquei nos primeiros minutos da série. E quanto mais eles nos apresentam, menos percebemos as intenções. Continuam a perceber a tensão com que nos deixam??

O elenco está muito bem escolhido. Já sou fã de Billy Campbell desde os tempos em que via na RTP2 Once and Again (Começar de Novo), e é aquele actor que, embora não o veja muito reconhecido por aí, me agrada nos papeis que faz, seja de pai de família ou de lider dos 4400. Em Helix, parece-me ser uma boa aposta. É um cientista inteligente, competente e protector da sua equipa. É alguém em quem confiamos para salvar o planeta e evitar uma catástrofe.

O restante elenco é igualmente convincente nos papeis. Temos perfis de gente muito diferente que se juntam para ir para o meio do nada para ‘ver o que se passa’. No centro, todos têm a sua função e ao longo do episódio vamos gostando mais de cada um à sua maneira. Temos a Jordan Hayes como a competente assistente de Billy Campbell e eterna apaixonada pelo chefe. Kyra Zagorsky é a ex-mulher do mesmo e tem aquele ar de “fiz m*** no casamento, talvez ainda esteja apaixonada pelo marido, mas ao mesmo tempo não me arrependo de quem sou” e que me colocou sempre entre o ‘gosto dela, não gosto dela?’. E o que dizer do actor Hiroyuki Sanada? Sempre que aparecia em cena o seu Dr. Hiroshi, eu perguntava-me o que é que ele andaria a tramar, porque com o pouco que fala, dizia muito e ao mesmo tempo não dizia nada. Completamente indefinido, obscuro.  Assim se vê que faz um bom trabalho!

Sendo da área da saúde também estive atenta aos pormenores ‘cientificos’ da série e mesmo sendo uma série do género que é, não houve nenhum momento em relação às actuações da equipa ou termos técnicos em que duvidasse de que isto não poderia acontecer na realidade. A meu ver, muito bem conseguida essa parte.

No geral, Helix prendeu-me do inicio ao fim e quero saber mais do que é que se passa e poderá acontecer daqui para a frente. Para quem goste do género, os espaços da série, a luz e mesmo a história fizeram-me lembrar os filmes de ALIEN.  Banda sonora, efeitos visuais (e especiais) e o argumento estão de parabéns pelo bom trabalho.

Pontuação para o pilot: 9/10

E vocês, que acharam?

Sara Marto