Sendo Mom uma das minhas comédias favoritas, estava com uma certa expectativa em relação a Leanne, da Netflix, que também conta com Chuck Lorre como um dos criadores. No entanto, acabei por achar que esta nova comédia não foi muito bem conseguida.
A premissa é simples: uma mulher casada há mais de 33 anos descobre que o marido a traiu e vai ter que lidar com esta nova fase da sua vida. É um ponto de partida que resultou extremamente bem em Grace and Frankie e que poderia funcionar novamente, uma vez que se trata de uma fórmula engraçada se for bem trabalhada. O primeiro problema é que as interpretações parecem um bocado forçadas, pouco naturais, e confesso que o sotaque (do sul, acho eu) me distraiu um pouco. As gargalhadas da audiência também eram totalmente desnecessárias. Já vi montes de séries dessas, mas agora dispenso.
Até não desgostei da história do episódio em si e a relação entre as duas irmãs é castiça (tenho um soft spot por irmãs na ficção), mas não ficou aquela curiosidade de ver mais. A personagem principal, interpretada por Leanne Morgan, outra das criadoras da série, não é carismática o suficiente. Kristen Johnston no papel da irmã Carol é mais engraçada, mas já a vi em interpretações melhores.
O primeiro episódio é levezinho, vê-se bem, mas as piadas precisavam de ser melhores. Pelo menos em Portugal, Leanne não chamou as atenções e eu sinceramente não fiquei com vontade de recomendar. Há piores, muito piores, mas também há comédias bem melhores por aí. Uma série que não envergonha os seus criadores, mas que facilmente será esquecida.
A temporada completa de Leanne está disponível na Netflix.