Foi um ano complicado para os fãs de The Walking Dead. Além de meses e meses de suspense que culminaram na morte, não de uma, mas de duas das personagens favoritas do público, os espectadores ainda tiveram que assistir a meia temporada aborrecida e sem qualquer chama. Tivemos uns bons episódios e umas boas performances, principalmente de Jeffrey Dean Morgan (já lá chegamos!), mas nada que mantivesse as pessoas presas ao ecrã.

Agora que estamos num momento de pausa e meditação, quis focar-me nos pontos altos e baixos destes últimos oito episódios. Já sei o que estão a pensar: outra crónica de The Walking Dead? Tenham calma, flores, é a última… do ano.

Comecemos por um dos pontos em que me debrucei bastante na minha última viagem filosófica pelo mundo de TWD: CARL! É óbvio que percebemos que o rapaz cresceu, não só em altura. As atitudes que ele teve e tem (como enfrentar a “quase” perda de um braço com resignação) só nos provam que aquele rapaz egoísta e inconsequente há muito que ficou para trás. Apesar de não ter grande adoração por Enid, não consegui deixar de me derreter com aquele momento super querido entre os dois, tanto o beijo como o passeio de patins. Mas o entrar de metralhadora pelo covil de Negan foi um dos momentos mais épicos de sempre da personagem. Acredito que, apesar de preocupante, a estranha ligação entre o jovem e o novo vilão é algo bastante interessante e que, se bem explorada, poderá transformar-se num dos pontos fulcrais da série.

E por falar em Negan… Obrigada, Jeffrey Dean Morgan! Eu já tinha poucas obsessões na vida… Um vilão charmoso e com sentido de humor negro era tudo o que precisava no momento!

Agora a sério!  Negan: Yay or nay? A verdade é que desde o primeiro momento que ficamos presos ao ecrã. Aqueles monólogos são verdadeiramente fascinante e tão eloquentes (tirando aquele “francês” todo) que é impossível não ficar meio arrepiado. As piadas negras, que deixam as outras personagens incomodadas, dão um toque especial a TWD que, mesmo sem nós sabermos, já fazia falta. Mesmo com todas as mortes que ele já causou e que nos deveriam fazer odiá-lo (menos a do Spencer. Cheers, Negan!), é impossível não gostar deste carismático vilão com atitudes que se aventuram no terreno da psicopatia.

E foi graças a ele que uma das personagens mais secundárias e desinteressantes do elenco ganhou vida nos últimos tempos e subiu no pódio para uma das minhas favoritas. Rosita Espinosa começou simplesmente como amante de Abraham, que não se importava que Eugene assistisse aos seus momentos mais íntimos. Depois levou um pontapé na bunda e aceitou o Spencer (really?) na sua cama. Mas finalmente mostrou a sua verdadeira força nos últimos episódios. Apesar das atitudes inconsequentes, percebemos que temos aqui uma mulher decidida e capaz de tudo para vingar aqueles que ama. Vamos é concentrar-nos em proteger os vivos, minha querida.

Por falar em vivos… ou mortos-vivos… ou mortos-mortos… como preferirem. A Carol e o Morgan ainda existem? Depois daquele episódio tedioso que se arrastou por uns longos 47 minutos eles ainda tiveram direito a uma pequena aparição na midseason finale… Mas sinceramente: quem é que sentiu a falta deles? Vamos fazer uma petição para que ponham fim à sua miséria e possam descansar em paz na próxima temporada. Porque, com toda a minha honestidade, se a Carol volta a salvar o dia (OUTRA VEZ!), apanho um voo direito para os EUA e mato os guionistas.

Por fim, e vocês sabem que nesta altura gosto de ficar sentimentalista, vamos falar do nosso bromance favorito. Com um abraço, o Rick e o Daryl relembraram-me porque é que vejo The Walking Dead.

Já não é a primeira vez que estes dois me deixam com lágrimas nos olhos. Quando no início da 3.ª temporada se viu a evolução entre ambos fiquei com a pulga atrás da orelha, mas com o passar das temporadas percebi que eles eram duas metades que encaixavam muito bem. Daryl, o rebelde que começou mal e que acabou por abrir o seu coração, e Rick, o polícia correto que aos poucos se perdeu na escuridão deste novo mundo. Dois lados de uma balança bem equilibrada. Quando ambos se reencontraram durante a 5.ª temporada depois de uns meses separados e depois de Rick admitir que via Daryl como irmão foi emocionante. Mas este abraço final… valeu mais que mil palavras.

Esperemos que depois daquela cena final (SQUAD GOALS!) seja sempre a melhorar! Para já não desejamos a morte de Negan, mas também não apontamos o dedo a ninguém… exceto à Carol e ao Morgan! Queremos de volta a essência de TWD, aquela nos fazia tremer de vontade de ver o próximo episódio, e o próximo, e o seguinte; aquela que nos deixava ansiosos todas as semanas, cheios de teorias e suspeitas; queremos o TWD que nos conquistou uma e outra vez… Queremos o TWD que não nos fazia hesitar em gritar um YAY quando nos perguntam se somos fãs.

Beatriz Pinto