Classificação

7.5
Interpretação
8.5
Argumento
9
Realização
7
Banda Sonora

[Contém spoilers]

Em The Dragon Reborn as coisas começam a ficar mais quentes e o ritmo de The Wheel of Time acelera à medida que nos aproximamos do final do primeiro livro, Eye of The World. Neste episódio, a história principal é de Logain (interpretado por Álvaro Morte de La Casa de Papel), um suposto falso dragão que crê ser o verdadeiro dragão.

Esta é uma mudança significativa em relação ao livro, onde só muito mais tarde descobrimos mais sobre Logain. Na série temos um episódio quase inteiro dedicado a ele, mas onde descobrimos pouco, muito pouco, sobre o seu passado, sobre como é que conseguiu juntar seguidores que acreditam que este é o seu salvador e sobre o seu poder. Por exemplo, já sabemos que o poder dos homens é invisível para as mulheres. Houve a primeira batalha mais estruturada – entenda-se que o raide dos trolls a Two Rivers não conta como batalha, mas sim como um ataque frenético que desencadeia o pânico. Neste episódio conseguimos ver uma batalha mais estruturada e à luz do dia. Mais uma vez mantenho a minha opinião dos episódios anteriores: as coisas estão a parecer muito promissoras. Gosto de como estão a fazer os efeitos visuais do One Power.

O principal objetivo deste episódio parece-me que era mostrar o que acontece no final, que Nynaeve tem um poder em bruto muito superior à média de uma Aes Sedai, agora vamos ver como é que uma jovem impetuosa como ela lida com a necessidade de treino e da ajuda de Moiraine. É de destacar que gosto da química que se está a formar entre Nynaeve e Lan. Parece natural e nada forçada. Serve também para nos mostrar as diferentes forças que estão em jogo. Já percebemos que nem todas as Aes Sedai seguem a mesma linha de pensamento e, inclusive, há quem questione se as Red Ajah, precisamente uma dessas linhas, não possam ter já neutralizado o verdadeiro dragão, aquele que lhes irá trazer salvação. Até agora sabemos que Moiraine é do Blue Ajah, que Liandrin é do Red e que, por assim dizer, se opõem uma à outra. O Green Ajah é também aquele que é mais permissivo e, inclusive, permite relações amorosas com os seus guardiães. Portanto até agora temos três fações diferentes e todas acreditam que estão a fazer o melhor para o mundo e que vão vencer a luta contra o mal. No entanto, acabam por se ir destruindo umas às outras. Mais um dos aspetos complexos do mundo genial criado por Jordan.

As aventuras de Perrin e Egwene continuam a  não interessar muito e este encontro com o povo que viaja pouco tem acrescentado, para já, à história. Nota que estou a tentar manter a minha opinião puramente baseada na série e nessa perspetiva! Matt começa a mostrar uns efeitos secundários preocupantes da adaga, ao ponto de acharem que ele pode ser um darkfriend. Será que é o começo de uma fissura entre Matt e Rand? Apesar de ter pouco tempo de ecrã, Tom tem um carisma tal que se destaca em todas as cenas, especialmente contracenando com Rand, que até agora é o ator que menos se conseguiu mostrar, se bem que ainda não teve nenhuma cena muito exigente para fazer a não ser pequenas momentos de flirt.

Visualmente, a série continua a surpreender pela positiva e a intro é linda, reforço apenas que tenho pena que não haja uma música à altura a acompanhar, considerando que assim se torna pouco impactante. The Wheel of Time está disponível na plataforma Prime Video e os episódios saem às sextas, pelo que podes ir acompanhando aqui as reviews semanais.

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Raul Araújo