Royalties – Review da 1.ª temporada
| 25 Ago, 2020

[Contém spoilers]

Temporada: 1

Número de episódios: 10

A 1.ª temporada de Royalties, a nova série de comédia musical da Quibi – escrita e protagonizada por Darren Criss, realizada por Dustin N. Gomez e Amy Heckerling, conhecida pelo filme intemporal que Clueless – é, pode dizer-se, peculiar, mas ao mesmo tempo bastante divertida e interessante. A nova plataforma de streaming norte americana prima por conteúdos curtos e exclusivos direcionados a dispositivos móveis.

Com episódios de 7 a 10 minutos, a 1.ª temporada de Royalties conta a história de Sara (Kether Donohue) e Pierce (Darren Criss), uma dupla de compositores a tentar vingarem no mundo da música. Uma vez que não estavam a conseguir “vender” as suas composições musicais, resolveram fazer um serviço de catering para o seu restaurante favorito de hot dogs. Nessa mesma festa estava Jacob Jewel (Rufus Wainwright), um cantor famoso. Depois de Sara e Pierce lhe dizerem que eram os inventores do maravilhoso hot dog e que, para além disso, compunham músicas, Jewel, que necessitava de material novo, acaba por cantar uma composição da dupla. Após o sucesso do vídeo e da música, Sara e Pierce conseguem uma agente, Kendra (Georgia King), que os lança para o estrelato.

Esta 1.ª temporada de Royalties é uma sátira que pretende mostrar um pouco do que é o mundo da música e como são feitos os hits que ouvimos nos dias de hoje. No geral é uma série bem conseguida, com boas interpretações, e que acaba por ter músicas interessantes e um tanto ou quanto estranhas. Não pertence ao auge no que toca a séries de comédia ou musicais (dois dos meus géneros favoritos), mas o facto de cada episódio ser pequeno permite fazer maratona da 1.ª temporada numa tarde.

Cada episódio tem a peculiaridade de ter um artista convidado diferente, como por exemplo Mark Hamill, Jordan Fisher ou Julianne Hough. Sara e Pierce têm de se adaptar ao mesmo e construir a música com base no que lhes é pedido e no estilo do artista. No seu estúdio de gravação têm uma grande ajuda, Theo (Tony Revolori), que deixa para trás a sua vida para poder dar resposta às parvoíces que a dupla necessita de ultrapassar para conseguir compor a dita canção.

Royalties acaba por ser uma série interessante com que se consegue soltar umas quantas gargalhadas, acabando por ser diferente ter esta perspetiva sobre o processo criativo e o que realmente acontece por detrás das luzes, dos palcos e do artista em si.

Melhor episódio:

Episódio 9 – I Hate That I Need You – Este episódio foi o mais interessante, pois, após uma breve separação, a dupla percebe que não consegue trabalhar um sem o outro e que nunca conseguirão atingir o sucesso se não trabalharem em conjunto e conseguirem usar as qualidades de cada um, que acabam por se complementar. Sara tinha abandonado Pierce por não concordarem a quem poderia ser dado o seu novo single, Perfect Song. Com a ajuda de Kendra acabaram por regressar um ao outro e decidirem-se pelo melhor artista possível.

Personagem de destaque:

Pierce (Darren Criss) – Pierce tem o talento. Claro que Sara é também uma personagem importante e tem o seu mérito, mas acaba por ser Pierce o verdadeiro compositor da dupla. É um facto que nem sempre toma as decisões certas para si próprio ou para a dupla, fazendo com que Sara, a certo ponto, não queira trabalhar mais com ele. Mas questões da história à parte, Pierce apercebe-se que não seria nada sem Sara, tanto que quando fica “sozinho”, para além de não saber o que fazer à sua vida, vê-se numa situação pela qual já tinha passado e não gostou de regredir. Darren é um artista completo e muito bom no que faz e esta série mostra o que o nosso ex warbler tem vindo a aprender ao longo dos anos e que está cada vez melhor.

Margarida Rodrigues Pinhal

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