Man on Fire (Homem em Fúria) estreou no final de abril e desde aí tem-se mantido no top 10 de séries da Netflix em Portugal. A série tem como base os primeiros dois livros da saga com o mesmo nome de A. J. Quinnell e que já tinham dado origem a uma conhecida adaptação ao cinema protagonizada por Denzel Washington. Não vi o filme, nem li nenhum dos livros da saga, portanto parti para esta adaptação sem pontos de comparação.
Com Yahya Abdul-Mateen ll no papel principal, Man on Fire dá-nos a conhecer a história de um antigo mercenário das Forças Especiais que depois de ver a sua equipa inteira morrer numa missão, entra numa espiral autodestrutiva. Quatro anos depois deste trágico acontecimento, um homem do seu passado vem em auxílio de Creasy e leva-o para o Rio de Janeiro, acolhendo-o na própria casa e arranjando-lhe um novo trabalho. Enquanto premissa parece mais interessante do que aquilo que acaba por se revelar e temos um episódio que é morno em todos os aspetos, melhorando apenas quando podemos admirar os cenários do Rio e tornando-se mais cativante quando a atriz brasileira Alice Braga está em cena.
É justo também admitir que há umas quantas cenas de ação boas e que não estava nada à espera daquele (quase) final de episódio explosivo (literalmente), mas ficou a faltar qualquer coisa. Ainda por cima trata-se de um género de ficção já bastante explorado e, portanto, não traz nada de novo. Para quem gosta deste tipo de séries acredito que tenha o suficiente para proporcionar um entretenimento razoável, mas precisava de ter sentido um maior envolvimento na história destas personagens para ficar com vontade de ver mais.