Too Much (É Pegar ou Largar!), a nova comédia romântica da Netflix, estreou a semana passada. A série foi criada por Lena Dunham de Girls e por Luis Felber, e tem como protagonista Megan Stalter, que já conhecia de Hacks, mas de quem não sou fã. O seu papel aqui está longe de ser tão irritante quanto o de Kayla, embora continue a achar que é uma daquelas atrizes cujas interpretações são sempre demasiado intensas, como se se estivesse a esforçar demasiado para ser engraçada, dramática ou o que quer que seja. No entanto, Jessica até consegue ser minimamente divertida, dentro do exagero.
A série centra-se numa americana que aproveita a oportunidade de ir para Londres, onde conseguiu um novo emprego depois de uma grande desilusão amorosa. A parte em que Jessica é um bocadinho obcecada por filmes britânicos é a mais relatable. Também gosto da vibe de produções como Sense and Sensibility (mas não sou, de todo, uma fã de Jane Austen) e o trocadilho com o nome do episódio é um toque nice, embora não muito original. Há um ou outro momento ligeiramente divertido; o argumento não traz nada de novo e não é particularmente bom, mas a verdade é que já vi muito pior. Não é fácil uma comédia romântica resultar bem para mim, mas gostei de Felix, o personagem de Will Sharpe. Sinceramente, achei-o a parte mais cativante do episódio.
Trata-se de uma série levezinha para quem procura uma fonte de entretenimento à qual não é necessário prestar grande atenção. No entanto, não é o tipo de comédia que me dá vontade de continuar a seguir porque nada na história me cativou o suficiente.