Classificação

6.5
Interpretação
7
Argumento
7
Realização
6.5
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

A 30 de janeiro estreou na Netflix, The Stranger, uma série baseada no livro homónimo de Harlan Coben, que se centra na história de Adam Price (Richard Armitage), um homem aparentemente feliz, com um bom casamento e dois filhos, que vê a sua vida alterada ao ver-se envolvido numa grande conspiração, após uma estranha, protagonizada por Hannah Hohn-Kamen, lhe contar um segredo relativo à mulher deste, de nome Corinne (Dervla Kirwan), que põe em causa tudo o que ele construíra até então.

Apesar de a história apresentada no primeiro episódio ter despertado a minha curiosidade, a verdade é que eu senti que este se arrastou um pouco, uma vez que para mim parecia que já tinha passado imenso tempo, mas quando ia ver a barra que indica o andamento do episódio parecia que esta se encontrava sempre parada no mesmo sítio. Não sei se foi porque eu estava cansada e, portanto, sem tanta paciência para ver o episódio, ou se foi mesmo algo inerente a este. Aliado a isto encontra-se o facto de eu ter detestado bastante Corinne (inclusive, penso que nunca desgostei tão depressa de uma personagem como eu desgostei dela), não sabendo se isto se deveu à sua atuação, especialmente durante uma cena com o marido (para quem já viu o episódio deve saber a qual é que me refiro), ou se está relacionado com a história que a envolve.

Contudo, mesmo estes pontos parecendo terem uma carga negativa, que me poderia levar a não querer ver os restantes episódios, a verdade é que fiquei com vontade de ver pelo menos mais dois ou três, a fim de ver se a minha opinião se mantém, ou se foi só um mau ajuste da minha parte ao estilo da série. A meu ver, muitas vezes o primeiro episódio não consegue transparecer a qualidade da restante temporada, o que me leva a ficar reticente sempre que penso em não continuar a série, pois esta ainda me pode vir a surpreender.

Atenção, não estou com isto a querer dizer que o episódio, e, por inerência a série, sejam maus! Nada disso! A premissa em si é interessante e consegue manter-nos ligeiramente curiosos, não só relativamente à história de Adam, mas também relativamente às restantes narrativas que nos são apresentadas. Porém, os pontos menos positivos que apresentei acabaram inevitavelmente por influenciar a minha opinião e, portanto, senti necessidade de os partilhar. Assim sendo, aconselho a verem o episódio, uma vez que opiniões diferem bastante de pessoa para pessoa, e depois a partilhá-las, sendo que eu terei todo o gosto em lê-las.

Cármen Silva