Classificação

8
Interpretação
7.5
Argumento
6.5
Realização
7
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

V Wars explora um mundo onde um vírus começa a transformar seres humanos em vampiros, centrando-se em Luther Swann (Ian Somerhalder), arrastado para o mundo sobrenatural quando o seu melhor amigo é infetado e se transforma num vampiro. Enquanto Swann investiga o mistério do vírus, Fayne torna-se o líder de um poderoso grupo de vampiros.

Para ser completamente honesta V Wars chamou a minha atenção pelo ator protagonista, Ian Somerhalder. Depois de o acompanhar enquanto Damon Salvatore em The Vampire Diaries e nunca mais ter visto nada do mesmo, fiquei curiosa. E cá está ele de volta ao mundo das séries e de volta ao mundo dos vampiros, desta vez enquanto médico. E tendo começado por ele, digo que a sua performance não dececionou nem um pouco (se bem que é difícil deixar de o associar a Damon) e com a idade adquiriu a maturidade necessária para um papel assim.

Tenho também de comentar o quão estranho é voltar a ver uma série sobre vampiros, estamos em 2010 de novo? Embora não seja uma lufada de ar fresco, quase que o parece visto que já não é uma tendência de hoje em dia. Com Supernatural a acabar em 2020, pensar-se-ia que este mundo estava a ser arrumadinho numa gaveta. Ainda assim, aviso já que estes vampiros não se equiparam àquele que Ian interpretou, são criaturas feias e sem sentimentos, tal como deviam ser. Acrescento que, embora goste desta inclinação para a monstruosidade, não senti que o tivessem feito da melhor maneira, tudo o que rodeia os vampiros pareceu-me low budget, desde as presas às alucinações – assemelha-se um pouco a Teen Wolf, diria. A Netflix poderia ter apostado melhor neste aspeto.

Gostei do facto de relacionarem a premissa da obra com o aquecimento global e com o degelo visto que é algo atual, impedindo assim a fácil separação do mundo ficcional do da realidade como tantas vezes acontece com séries do género. Mesmo assim, tanto a mistura de géneros como o associarem o vampirismo a algo científico ainda não me convenceram, talvez por não estar habituada.

Para um piloto, julgo que se desenvolveu na passada certa, com alguns momentos previsíveis e outros nem tanto; deu-nos a conhecer bem as personagens e permitiu que criássemos laços com as mesmas, acontecendo também bastantes eventos. No entanto, não é um episódio que nos deixa com muitas dúvidas e questões, tem o cuidado de ir traçando bem o caminho e explicando tudo à medida que acontece, nem que seja através de pistas. Não foi algo do outro mundo, nem senti que fosse um piloto que deixa aquela vontade enorme de ver o que acontece a seguir. Eu vou assistir aos restantes episódios por ser fã do trabalho de Ian e porque gosto do mundo dos vampiros e esta trata-se de uma nova perspetiva do mesmo. E tu?

Ana Leandro