Classificação

9.3
Interpretação
9.1
Argumento
9.2
Realização
9.3
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

No final do mês de setembro, Godfather of Harlem teve a sua estreia nas televisões americanas, através do canal Epix.

Da co-autoria dos criadores de Narcos, Chris Brancato e Paul Eckstein, Godfather of Harlem conta a história do infame criminoso Bumpy Johnson, que, nos anos 60, retorna ao seu bairro após passar dez anos encarcerado em Alcatraz. Controlado pela máfia italiana, Harlem está um caos, e Bumpy vê-se forçado a enfrentar a Família Genovese para recuperar este seu território. Durante a batalha, Bumpy forma uma aliança com Malcolm X, cuja ascensão política começa a criar tensões sociais que, aliadas à guerra entre as máfias da cidade, ameaçam despedaçar o que resta de Harlem.

Com um elenco que compreende Forest Whitaker no papel principal, e com nomes como Vincent D’Onofrio (Vincent “The Chin” Gigante), Giancarlo Esposito (Adam Clayton Powell Jr.), Chazz Palminteri (Joe Bonanno) e Nigél Thatch (Malcolm X) no elenco principal e recorrente, Godfather of Harlem reúne em si um conjunto de fatores que contribuem para a criação de uma boa série. Um elenco forte, aliado a uma história baseada em eventos reais bastante apelativa, com temáticas interessantes, um ar quase cinematográfico e uma boa banda sonora.

Este primeiro episódio faz um bom trabalho ao definir o ritmo da série, rápido sem ser apressado, e ao contextualizar a audiência em relação às personagens e época. Pessoalmente, acho que não é necessário saber muito sobre a história para se poder apreciar a série, mas é sem dúvida um bónus começá-la com algum tipo de informação prévia.

Godfather of Harlem é um bom exemplo de uma nova abordagem a temas populares. Com os seus vários momentos dramáticos e plot twists, consegue, sem sombra de dúvida, prender a sua audiência, e posso facilmente dizer que este episódio piloto foi um dos mais cativantes que vi em tempos recentes. É muito provável que venha a fazer parte do repertório de séries que vejo regularmente.

Inês Salvado