Classificação

7.6
Interpretação
7.5
Argumento
7.5
Realização
7.6
Banda Sonora

(Atenção: esta review pode conter spoilers!)

Após um regresso de temporada que me preocupou bastante, Grey’s Anatomy volta ao seu registo habitual com A Hard Pill to Swallow, o 11.º episódio desta sua 16.ª temporada.

Neste episódio, Richard descobre que Maggie se despediu do Grey Sloan e fica preocupado com o modo como a médica está a lidar com a morte da sua prima. Bailey regressa ao trabalho após tirar uns dias para si mesma, mas Koracick recusa-se a deixar que o seu primeiro dia de volta seja fácil. Entretanto, Meredith acredita que tem saudades de DeLuca e Amelia conta a verdade sobre a sua gravidez a Lincoln.

Dando continuidade aos eventos do sétimo episódio desta temporada de Grey’s, grande parte de A Hard Pill to Swallow tem como personagens centrais Maggie e Richard naquelas que foram algumas das minhas cenas favoritas deste episódio. Agrada-me que o médico se tenha chegado à frente não só para impedir que Maggie continue o seu ciclo de autocomiseração, mas também para assumir a sua quota de responsabilidade pelo sucedido. O facto de todas estas cenas terem lugar à volta da preparação de uma refeição – e a explicação dada por Richard para tal acontecer – confere-lhes uma camada extra de profundidade e, pessoalmente, fez com que me relacionasse com o que se estava a passar no ecrã, o que foi sem dúvida um aspeto bem-vindo.

De igual forma, simpatizei com a paciente principal deste episódio, Suzanne. Interpretada por Sarah Rafferty (Suits), Suzanne está internada no hospital no decorrer de uma apendicectomia que, ao que tudo indica, correu bem, apesar de a paciente ter febre e de começarem a surgir outros problemas com o seu estado físico, no decorrer do episódio. Uma vez que Suzanne perdeu o seu marido recentemente e tendo em conta que a paciente tem duas filhas jovens, Miranda sente-se determinada a descobrir o que há de errado com Suzanne. Ainda que não sejam feitos muitos progressos nesse sentido neste episódio, com a médica e DeLuca completamente sem ideia do que se passará com a sua paciente, estou curiosa em ver o desenvolvimento desta narrativa nos próximos episódios.

Entretanto, Amelia partilha com Link que este pode não ser o pai da sua criança, mas sim Owen. Sei que referi no passado que estou completamente saturada desta narrativa entre Amelia, Link, Owen e Teddy, mas estaria a mentir se dissesse que não tive grande interesse no seu desenvolver, neste episódio. Agrada-me que, ainda que Link queira ser o pai desta criança, este tenha tomado uma atitude ao invés de ir ao encontro do que Amelia disse sobre não se importar de quem é a criança. Acho que é uma abordagem muito mais realista à situação em que ambos se encontram, e não me parece de todo que esta busca pela verdade faça do médico uma má pessoa.

De menos interesse, no entanto, é o triângulo amoroso que se continua a formar entre Meredith, Andrew e Cormac. Partilhei já a minha opinião relativamente a novos personagens e interesses amorosos para Meredith, pelo que não acho que seja relevante voltar a exprimi-las. Tenho a dizer, no entanto, que aprecio as menções que têm sido feitas em relação a Yang graças à chegada deste novo personagem.

Sempre atenta aos assuntos do momento, Grey’s aborda ainda de forma leve a problemática dos cigarros a vapor e, talvez mais importante ainda, a forma como estes estão a ser comercializados de modo a apelar a consumidores mais jovens. Desmistifica, também, a ideia que estes são uma alternativa menos nociva ao tabaco, o que não é de todo a verdade.

No geral, foi um episódio bastante razoável de Grey’s, que conseguiu captar a minha atenção com muito mais sucesso que Help Me Through the Night. Como referi, estou bastante curiosa em ver o desfecho das três narrativas principais deste episódio, que certamente se virão a desenvolver nestes próximos episódios.

Inês Salvado