Classificação

7.6
Interpretação
7.5
Argumento
7.5
Realização
7.7
Banda Sonora

Atenção: esta review contém spoilers!

No final desta semana, Grey’s trouxe-nos o segundo episódio desta sua 16.ª temporada, intitulado Back in the Saddle. Neste episódio, os médicos operam um homem que colidiu com o carro de Maggie. Owen tenta adaptar-se à nova posição de Tom, enquanto Meredith não deixa que o seu estado de desemprego a impeça de diagnosticar as pessoas ao seu redor. Por fim, Richard e Alex sentem grandes dificuldades em recomeçar num novo hospital.

Enquanto cumpre a sua sentença de serviço comunitário, Meredith começa a ser abordada pelas suas colegas que, a pouco e pouco, lhe apresentam vários casos médicos de maior ou menor gravidade. Ainda impedida de exercer as suas funções, Meredith envia alguns destes casos a Richard e Alex, para que estas pessoas possam receber algum tipo de cuidados. A médica chega até a alistar Schmitt para a ajudar com casos menos graves, ao trazer materiais do hospital para que esta possa tratar de pessoas no local. É só quando Meredith deteta algo de errado com a sua supervisora que a médica realmente “estica a corda” ao deslocar-se até ao hospital para que esta possa ser avaliada por Jackson, que ultimamente descobre que Robin tem cancro na tiroide. Apesar de, como sempre, as intenções de Meredith serem louváveis, é impressionante ver os riscos a que a médica se sujeita para ajudar os outros, especialmente tendo em conta que só recentemente arranjou problemas por causa disso. De vez em quando, gostava que Meredith fosse um pouco mais prudente nas suas ações, por muito boas intenções que tenha. Acho interessante a sua decisão de escrever sobre os casos que vê de pessoas que, por uma ou outra razão, não conseguiram receber os cuidados de que necessitavam na altura certa, mas certamente que poderia esperar até normalizar a situação da sua licença médica. Parece-me que Meredith está a sabotar a sua própria carreira ao tomar decisões destas e preocupo-me um pouco com o seu futuro.

Felizmente, parece que existem ainda personagens que pensam no dia de amanhã. Neste episódio, Jo regressa ao ativo, tendo a possibilidade de continuar a trabalhar no Grey Sloan Memorialou de se juntar a Richard e Alex no Pacific Northwest. A médica negoceia a sua posição no hospital com Bailey, acabando por conseguir ficar com o cargo que anteriormente pertenceu a Meredith. Assim, Jo resolve que o melhor para si é continuar no hospital, uma decisão que apoio, uma vez que não acho muita piada à ideia de os médicos começarem a mudar de local de trabalho apenas por lealdade às restantes personagens.

Também Amelia e Link foram forçados a pensar no seu futuro. Com a gravidez de Amelia em aberto, os dois ponderam as suas opções neste episódio — e, tendo em conta o seu histórico, há muito a ponderar. Link preocupa-se que o bebé possa vir a desenvolver cancro tal como ele em criança, apesar da probabilidade de isso acontecer ser praticamente nula. Entretanto, Amelia recorda Christopher (que, para quem não viu Private Practice, nasceu sem cérebro e, por conseguinte, não sobreviveu) e o trauma que toda a situação lhe causou, mas acaba por decidir continuar com a gravidez. Apesar de não ser uma narrativa que queira para Amelia, especialmente agora, espero que Grey’s deixe de usar a médica como um punching bag, nos próximos tempos. Se há personagem que merece um momento de felicidade, essa personagem é Amelia.

Por fim, também Bailey começa a pensar no futuro do hospital e começa a missão de treinar os nossos residentes para que, um dia, estes possam vir a ser tão bons quanto os seus mentores. Apesar de ainda não sentir grande afeto por estas personagens, agrada-me que Grey’s se recorde da sua existência de tempo a tempo. Andrew continua a demonstrar que tem o que é necessário para vir a ser um grande médico e tenho alguma curiosidade em ver quais serão as próximas personagens que se irão destacar (quer pela positiva, quer pela negativa).

Os aspetos de que menos gostei, neste episódio, foram as cenas entre Owen e Tom, assim como o input de Maggie sobre o seu paciente. A rivalidade entre Hunt e Koracick está a aproximar-se do cúmulo do ridículo e quero ver como é que Owen irá continuar a trabalhar no hospital com esta ordem de restrição em vigor. Já a intrusão de Maggie na vida pessoal do seu paciente foi completamente desnecessária e pouco profissional. A sua atitude em relação ao novo interesse amoroso de Jackson também não me caiu nada bem. De certa forma, acredito que Maggie está a tentar denegrir ainda mais a imagem que ela própria tem sobre o médico para talvez justificar os seus sentimentos sobre o fim da sua relação. Percebo que esteja magoada, mas não acho que Jackson seja o monstro que ela o quer fazer e sinceramente acho que está na hora de a médica seguir em frente com a sua vida.

Inês Salvado