A série The Summer I Turned Pretty, da Prime Video, chegou ao fim com esta 3.ª temporada, embora já tenha sido confirmado que vai haver um filme. Se eu acho que há necessidade disso, especialmente tendo em conta que considerei que esta temporada se arrastou um pouco? Não. Se vou ver? Definitivamente!
Esta temporada foi então o culminar do drama de Belly (Lola Tung), que vivia indecisa entre dois irmãos, Conrad (Christopher Briney) e Jeremiah (Gavin Casalegno). Confesso que não esperava grande coisa quando comecei a ver a série, a não ser algo leve e cliché, mas os dramas das primeiras temporadas, embora por vezes me deixassem ligeiramente enervada, conseguiram prender-me a atenção. Tanto é que, quando vi que os livros estavam disponíveis na BiblioLed, decidi dar uma oportunidade ao primeiro. Contudo, não gostei absolutamente nada, o que me levou a não querer ler os restantes e a manter-me apenas pela adaptação.
O problema desta temporada de The Summer I Turned Pretty, para mim, foi o facto de praticamente desde o início eu ser team Jeremiah, mas já saber de antemão que o endgame seria sempre Conrad. Apesar da relação entre Belly e Jeremiah ter sido grande parte do foco de quase toda esta temporada, isso não me trouxe o entusiasmo que eu esperava, precisamente porque tinha sempre presente na minha mente de que ela acabaria com Conrad. Embora fosse team Jeremiah, confesso que fiquei bastante surpreendida por Belly o ter escolhido no final da 2.ª temporada, o que só aumentou o meu receio em relação ao que iria acontecer nesta última temporada.
Cheguei mesmo a temer que transformassem Jeremiah num traste – especialmente depois de ter lido o spoiler de que ele se envolvia com outra rapariga – apenas para que a escolha de Belly se tornasse mais fácil. Contudo, isso acabou por não acontecer, pelo menos não da forma como eu estava à espera, o que tornou a visualização da série, aliado ao facto de os episódios terem cerca de 1h, mais penosa. Todos os momentos entre Belly e Jeremiah deixavam-me desconcertada, porque parecia inevitável que ia acabar em desgosto. A juntar a isso, o pedido de casamento soou-me forçado, precipitado e pouco credível, reforçando a minha insatisfação com o desenrolar da narrativa. No fundo, acho que Belly deveria ter terminado sozinha, porque acho que acabaria por evitar todo este sofrimento. Mas eu tinha perfeita noção de que isso não era uma possibilidade.
Relativamente a Conrad, a par dele ter começado a fazer terapia, algo que considero bastante positivo e que me deixou muito contente, acho que demonstrou ao longo desta 3.ª temporada, de forma clara, o quanto gostava de Belly, não apenas através de palavras, mas sobretudo através de gestos e ações. Foi possível ver outro lado do personagem, um que gostei bastante de acompanhar, mesmo que isso me metesse confusão tendo em conta que Belly estava noiva do irmão dele. Ainda assim, mais para o final, tornou-se quase impossível não torcer por ele.
Posto isto, só nos resta então esperar para ver o que o filme nos reserva.
Melhor Episódio:
At Last (Episódio 11) – Este episódio trouxe finalmente o desfecho do triângulo amoroso que acompanhávamos desde quase o início. Apesar de ter tido bastantes dúvidas quanto ao que seria, para mim, o melhor desfecho a dar a esta série, considero que, dentro daquilo que já esperava que viesse a acontecer, acabou por ser um final satisfatório.
Personagem de destaque:
Taylor (Rain Spencer) – Apesar de, nas temporadas anteriores, ter havido um ou outro momento que me deixou de pé atrás em relação a Taylor – mesmo eu dando um desconto tendo em conta que representam adolescentes e, embora já não me consiga rever em determinadas atitudes ou decisões, há que reconhecer que, a certo ponto, também já fomos assim – nesta temporada senti uma maior maturidade por parte da personagem. De todas foi, definitivamente, a que mais gostei de acompanhar e que teve melhor desenvolvimento/crescimento. Esteve sempre disponível para apoiar os outros e, embora gostasse de Steven (Sean Kaufman), mostrou-se disposta a deixar que ele ficasse com outra pessoa caso isso significasse vê-lo feliz. Isso demonstrou uma enorme inteligência emocional por parte de Taylor.