Hostage – Crítica da Minissérie
| 23 Ago, 2025
7

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A minissérie Hostage (Refém) não cumpriu aquilo que prometeu no seu episódio piloto. A fantástica química entre Suranne Jones e Julie Delpy não é devidamente explorada e as duas atrizes acabam por partilhar muito menos cenas do que aquilo que seria desejado.

O piloto mostrou-nos questões muito relevantes da política atual, como o fascismo, racismo e as dificuldades que o serviço nacional de saúde enfrenta, algo que achei muito interessante, mas isso acaba por ser eclipsado por uma história genérica de maus da fita e traições que nem sequer foram muito bem construídas.

Não se sentiu a emoção que era esperada em várias das cenas e a história do primeiro episódio, que parecia ser o centro da trama, é muito rapidamente resolvida e vemo-nos confrontados com outros enredos (relacionados, claro, pois a coisa não deixa de ter nexo), só que fica aquela sensação de que estamos a ver mais do mesmo e que o melhor que a série tinha foi desaproveitado.

Tirando as protagonistas e mais um ou outro elemento, o elenco não é nada de especial e os vilões são completamente desinteressantes. Os cinco episódios de Hostage entretêm, sem dúvida, mas a minissérie podia ter sido tão melhor do que foi! Quer dizer, o potencial estava todo lá, com duas mulheres fortes à frente de nações importantes e a terem de lidar com situações limite, mas fizeram de Abigail Dalton o centro da trama. E não é que Jones não seja mais do que capaz de carregar uma série às costas, porque talento não é coisa que lhe falte, mas isto devia ter sido um jogo a dois (a duas, neste caso) e Delpy acaba por ser subaproveitada. Uma pena, porque podia passar o dia todo a ouvir aquela mulher a falar, não tivesse eu um fraquinho por sotaques franceses.

Hostage - Crítica da Minissérie
Temporada: 1
Nº Episódios: 5
7
8
Interpretação
6.5
Argumento
6.5
Realização
7
Banda Sonora

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