Grey’s Anatomy – 11×22 – She’s Leaving Home
| 01 Mai, 2015
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11×22 – She’s Leaving Home

[Contém spoilers]

Antes de me debruçar nos acontecimentos do episódio, quero começar a review sendo muito honesta e dizer que não gostei nada deste episódio;  acho que vão sentir isso enquanto estiverem a ler o que vou escrever.

O episódio começa com imagens do anterior, de Meredith a chegar ao hospital onde Derek se encontra e do desligar das máquinas que o mantêm vivo. Durante estes 80 minutos somos constantemente confrontados com flashbacks, tanto de Meredith com Derek, como dela com a mãe e da própria Ellis. Isto não é inocente, porque vai estabelecer uma espécie de paralelismo entre mãe e filha.

Meredith segue para o hospital, onde anuncia a morte de Derek a Alex, Callie, Maggie, Owen e Richard. A partir daí, a notícia vai-se espalhando, mas falta contar a Amelia, que estava em cirurgia. Foi Owen quem lhe decidiu dar a notícia, mas só obteve uma reação fria, quase como se tivesse anunciado de lhe anunciar algo banal.

Depois, Meredith deixa Seattle com os filhos e limita-se a deixar um bilhete a dizer que está tudo bem. Passam-se meses, muito meses e ela não contacta ninguém nem se deixa contactar. É aqui que as coisas me começam a desagradar seriamente. Consigo perceber que ela precisasse de um tempo longe de Seattle, mas a forma como o fez, o ter-se isolado dos amigos, basicamente sem os deixar saber o que se passava… Na altura em que menos devia estar sozinha, em que mais se devia apoiar nas pessoas que gostam dela, decidiu ir-se embora. Mas isto piora, porque vemos Meredith com uma grande barriga de grávida. Ela que, supostamente, não podia ter filhos, já conseguiu engravidar duas vezes. Os milagres que Shonda Rhimes faz!

Bem, nem a propósito de Derek ter falado que queria ter mais um filho, eis que Meredith já estava grávida precisamente nessa altura. E a sério que a Mer tinha de começar a esvair-se em sangue à frente da Zola? Que raiva! Já no hospital, teve a filha, a quem chamou Ellis  e, claro está, o contacto de emergência era Alex. Finalmente Meredith decidiu regressar a Seattle, à sua casa, que agora também é a de Amelia.

Aliás, era assim que as coisas deviam ter acontecido. Meredith e Amelia deviam ter enfrentado o luto juntas. Amelia demorou quase um ano para se permitir lidar com isso e tinha de ser Owen a conseguir que ela fizesse isso, certo? Certo! Eu adorava Amelia em Private Practice, mas não tenho gostado nada dela aqui em Grey’s e este episódio não me ajudou nada a ter uma opinião diferente! Primeiro, a reação fria que ela teve à notícia da morte do irmão, o humor negro em relação ao assunto, quando tudo isso era a forma dela de evitar lidar com o assunto. Previsível demais, bem como a vontade dela de voltar a consumir para esquecer a dor. Isto já foi mais que explorado em Private, portanto não faz sentido estar a trazer mais do mesmo à trama, até porque mostra que, depois de tudo o que Amelia passou e que a tornou mais forte, afinal ela não consegue lidar com as coisas más. Não a estou a recriminar, mas parece que Shonda Rhimes está a precisar de alguma originalidade.

Enquanto Meredith esteve fora, durante aquele ano, muita coisa aconteceu. Alex, Callie e Maggie uniram-se e mostram-se bons amigos. É de mim, ou há ali qualquer coisa entre Alex e Maggie? Pelo menos por parte dela… Parece-me que há ali algum interesse que vai além da amizade. Além disso, estou com a sensação de que Jo, ou melhor, a atriz Camilla Luddington, vai ser afastada da série. Não porque tenha lido rumores, mas a verdade é que Jo está sempre a emocionar-se em relação aos casos médicos em que trabalha, o que me faz pensar que poderá não ter estofo suficiente para ser cirurgiã.

Dan, o polícia que Callie operou há uns episódios atrás, e com quem saiu uma vez, está de volta. Pergunto-me se a ideia será mesmo emparelhar os dois, numa história que também já está mais que vista: o envolvimento amoroso entre uma médica e o paciente. Ainda para mais porque Dan foi submetido a uma cirurgia à perna, teve de ser amputado e agora tem uma perna robótica. Callie numa relação com uma pessoa amputada traz-me muito más reputações! Falando em Arizona, já há muito que ela mal aparecia, mas neste episódio agraciou-nos mais um bocadinho com a sua presença. Ainda bem, começava a sentir a falta dela.

Como esta é a série em que as pessoas adoram tomar decisões estúpidas, April decidiu ir com Owen, durante uns tempos, para uma zona de combate (não mencionada) porque queria salvar pessoas. Concordo com Jackson quando diz ela pode salvar pessoas em Seattle. O colega de trabalho morreu e a reação desta gente é ir para um local onde se habilita seriamente a levar um tiro, com uma bomba, uma explosão… Eu reagiria muito pior que Jackson, mas no final ele limitou-se a ficar contente por ela ter voltado sã e salva. Isto no futuro deve vir a dar problemas, mas pronto, deixem-nos estar felizes por agora.

Para terminar, Catherine pediu Richard em casamento, depois de ele ter tentado pedi-la a ela; Bailey e Ben andaram num clima romântico enquanto discutiam o que queriam fazer se alguma coisa lhes acontecesse.

Confesso que foi uma hora e vinte de episódio que me pareceu ter demorado uma eternidade. Não gostei da forma como muita coisa aconteceu e não me agradam as histórias que me parecem estar para vir. Achei que o episódio que se seguiu à morte de um dos personagens mais importantes da série merecia muito mais. Desapontada é como me sinto e, logo eu, que tinha tantas expectativas.

Nota: 6/10

Diana Sampaio.

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