Sorry Seems to Be the Hardest Word era aquele que eu mais ansiava e temia nesta temporada e como em Grey’s Anatomy vale sempre a pena estar de pé atrás em relação a futuras tragédias, era mais que legítimo da minha parte.

O episódio não trouxe assim tanto drama quanto prometia. Teve-o na dose suficiente, mas apenas isso, e alternou cenas do presente com flashbacks e todo o episódio se centrou em Callie.

Como se a vida de Callie não fosse já suficientemente complicada, ela é acusada de negligência médica, depois de um paciente que ela operou ter perdido as duas pernas.

Vamos conhecendo os pormenores do caso, em paralelo com novas informações sobre um passado recente de Callie com Arizona, mas já vamos a essa parte.

Primeiro, o paciente era um atleta olímpico de snowboard, que fora operado por Cristina há uns anos, e precisava de uma cirurgia à anca, envolvendo um método nunca utilizado por Callie e, diga-se, em fase bastante experimental.

Assistimos à cirurgia dele, ao pós-operatório, ao regresso ao hospital, semanas depois da operação, com queixas que se revelaram uma infecção grave. E vamos também assistindo ao julgamento em tribunal, onde o advogado de acusação, carismático, vai tentando ‘enterrar’ Callie.

Ao início vamos sendo levados a acreditar que Callie poderá, de facto, ter sido negligente, apesar de ela se mostrar sempre muito segura de que não houve qualquer negligência. E mesmo quando o que nos é apresentado em flashbacks e dito na audiência de tribunal que Callie poderá ter feito asneira, eu não acredito nisso. Em tantos anos da série sempre a vi como uma excelente cirurgiã.

A acusação tenta fazer a cirurgiã ortopédica parecer culpada por esta ter dito ao paciente que lamentava, mas como não lamentar? A questão da perda de um membro até é muito familiar a Callie, depois de Arizona ter perdido a perna, Callie sabe o quão isso é difícil e capaz de mudar não só o próprio, mas também as suas relações.

Apesar de as coisas terem parecido más, Callie foi declarada inocente e teve o apoio dos colegas cirurgiões em tribunal. Meredith é quem se tem destacado mais como amiga de Callie. A sério, obrigada, Mer, por não teres deixado a Callie revelar a carta que recebeu. Caso contrário, teria dado asneira. Sempre apreciei este lado de Meredith e hoje mais do que nunca.

Quem também esteve presente para apoiar Callie foi o pai dela, Mr. Torres. Ele, que não sabia da traição de Arizona e que as duas estavam separadas, ficou a saber.

Agora, os flashbacks com Arizona. Estes flashbacks deram cabo de mim (sim, num sentido fofinho, mas não gozem comigo, eu sou sentimental com Grey’s Anatomy e não consigo evitar).

Tudo começa há seis meses atrás, quando as duas falam em ter outro bebé e Arizona sugere ser ela a engravidar. Rapidamente as vemos a escolher dadores de esperma e depois Arizona a ter um resultado positivo num teste de gravidez. E confesso que é uma sensação óptima vê-las juntas, mesmo que seja no passado. Mas depois Arizona vai a uma consulta, descobre que perdeu o bebé e diz a Callie que não quer voltar a tentar por não aguentar outra perda. E aqui não consigo evitar ficar do lado de Arizona e compreender o lado dela.

Apesar de ter gostado muito destes flashbacks, pergunto-me se esta história toda entre elas que desconhecíamos faz sentido. Parece ter sido inventada à pressão para deixar sentimentais os fãs que já não as queriam juntas e também para, de certa forma, humanizar Arizona. Ainda por cima, tudo isto aconteceu pouco antes da traição.

O momento chave do episódio acontece depois de Mr. Torres confessar à filha que traíra a mãe dela. É bem feito para Mrs. Torres, porque a mulher é odiável. Estou a brincar, acho muito mal na mesma, mesmo que a pessoa traída seja uma peste.

Inspirada pelo facto de os pais terem conseguido que o casamento resultasse apesar da traição, Callie foi ao quarto de hotel de Arizona ter com ela. O quanto eu fiz figas para que Callie não desse de caras com Leah! Não deu. Não deu e disse a Arizona que ela podia voltar para casa. Arizona deixou a Callie sair e mandou Leah embora. Acho bem, Leah e Arizona não fazem sentido nenhum juntas.

Eu continuo a achar que não faz sentido a Callie perdoar a Arizona, o meu cérebro racional diz-me que isso não tem jeito nenhum, e é essa a opinião que prevalece em mim, embora uma pequena percentagem mais palerma em mim ainda seja capaz de ficar contente se elas voltarem a ficar juntas. Uma percentagem muito pequena, mas ainda assim uma.

Nota: 9/10

Diana Sampaio