Classificação

8.5
Interpretação
8
Argumento
9
Realização
10
Banda Sonora

[Contém spoilers!]

O episódio desta semana veio, finalmente, dar-nos algumas respostas às perguntas que fomos formando ao longo de, pelo menos, três semanas com as três partes da “semana dos diabos”. Depois de seguir, individualmente, os irmãos Pearson no que foi uma semana louca, temos a tão esperada viagem até à cabana de infância. Se os últimos episódios fizeram um maravilhoso trabalho a entrelaçar o passado e o presente, este também não falhou.

No presente temos três pessoas exaustas da sua vida que se reúnem para escapar ao stress diário e para confidenciar umas nas outras. No princípio conseguia notar-se que não estavam de todo relaxados, e a cena em que ficam sem luz na cabana foi espetacular nesse aspeto – quer Randall quer Kate ficaram desesperados por não terem acesso ao Wi-Fi para controlarem a sua casa e a sua família. Confesso que fiquei feliz pelos irmãos terem ficado na mesma página em relação à saúde da mãe. Desde que nos apresentaram uma cena no futuro em que estes não estão em bons termos nem a conversar, no meu cérebro foram-se formando teorias para tentar explicar o porquê desta rutura; e quando a doença de Rebecca começou por ser algo que apenas Randall sabia, fiquei preocupada. Mesmo neste episódio, Randall e Kate falam também do facto de Kevin não conseguir aguentar esta “novidade” dado os seus problemas com álcool. Pois bem, eu só gritava “contem-lhe de uma vez!”. Parece que me ouviram! Ainda assim, não fiquei convencida com a reação de Kevin e sinto que ele não vai esquecer facilmente – isto sou eu a tentar arranjar solução para a desavença futura.

Durante a parte da adolescência conseguimos ver o tão aguardado desfecho – ou não – da história de Kate com Marc. Confesso que foi a parte do episódio da qual gostei menos. Já sabíamos que Marc não era boa companhia e capaz de deixar Kate infeliz, e foi mais do mesmo. Penso que este enredo não ficará por aqui, querendo eu remeter para uma cena específica desta temporada em que Kate e Rebecca estão a olhar para uma foto em que Marc está presente e parecem olhar com alguma tristeza, que este desfecho não me parece justificar.

Na infância tivemos mais um momento fofinho e aleatório da família Pearson que acabou por entrelaçar-se na perfeição com o presente. Uma cápsula para ser aberta quando os irmãos atingissem 18 anos, que rapidamente descobrimos e associamos que tal não foi feito, talvez pela morte de Jack. Como se já não soubéssemos o suficiente, continuam a mostrar-nos o quão bondoso Jack foi e o quão balançada a sua relação com Rebecca conseguia ser nos bons momentos. Foi, sem dúvida, emotivo ver os Pearson do presente abrir a cápsula; quer pela gravação que Jack deixou quer pela fotografia de Kevin e Sophie quer pelo rascunho de Jack que Rebecca guardou. Mal vi este rascunho desconfiei logo que fosse a casa de Kevin do futuro pelas semelhanças e fiquei mesmo contente ao ver que Kevin seguiu os passos do pai e concretizou um dos seus sonhos. Para além de que a escolha musical para esta revelação não poderia ter sido melhor – To Build a Home dos The Cinematic Orchestra já tinha sido utilizada na cena do incêndio da casa original dos Pearson, e é impossível não a associar a este momento.

Colocando os Big Three de lado (não totalmente, pois é impossível), Madison e Kevin são um grande não para mim e o facto de decidirem esconder de Kate o seu encontro casual, mas depois Madison ter contado tudo a Kate sem avisar Kevin foi uma má escolha; espero que o que quer que este “casal” tenha sido, fique por aqui – e todos estas ideias de manter segredos dos irmãos também. Quanto a Toby, gostei bastante de o ver com o bebé Jack, consigo compreender todos os seus problemas em assimilar a condição do filho e acho que quando posto à prova conseguiu superar-se e ser o pai que Jack merecia – foi emotivo vê-lo, finalmente, a dar a conhecer Star Wars ao seu filho visto que era algo importante para a personagem e que já o vinha a mencionar em temporadas anteriores.

Este episódio acabou por ser mais uma ode a Rebecca, sem nunca esquecer Jack, claro. Desde a esposa que guarda como tesouro e acredita nos sonhos do marido, à mãe que defende e procura o melhor para os seus filhos, à mulher que está a ficar fragilizada pela vida.

Ana Leandro