Classificação

8
Interpretação
6.5
Argumento
8
Realização
8.5
Banda Sonora

[Este artigo contém spoilers]

Esta semana, The Boys, com We Gotta Go Now, trouxe-nos algo que não é muito comum na série: previsibilidade. A série sempre primou pelos plot twists e pelos WTFs. No entanto, nada desta semana me deixou de queixo caído nem surpreendida com os acontecimentos. Com isto não quero dizer que tenhamos tido um mau episódio, mas foi bem morno em comparação com alguns que já tivemos. Mas se calhar a série está a sofrer do síndrome de “meio da temporada”, que é quando começam a aparecer os fillers.  No entanto, para uma temporada de oito episódios, não devia haver espaço para fillers.

A Vought decidiu fazer um filme com a equipa toda junta, Dawn of the Seven, e isso servirá para anunciar que A-Train vai abandonar a equipa. Este personagem está a ser meio esquecido esta temporada, nem sequer estão a tratar Jessie T. Usher como se tivesse um papel principal, mas sim um secundário. Não sei qual é o plano para A-Train no futuro, visto que ele perdeu a velocidade que tinha após o ataque cardíaco, mas cheira-me que Maeve vai recrutá-lo.

Com isto, finalmente Queen Maeve vai ter um papel mais de ação na história. Nossa, já não era sem tempo! E assim matam dois coelhos de uma cajadada só e juntam-na com Deep (aquela igreja é todo um nível de assustadora, Jesus) para destruir Homelander. Afinal, ele é um dos que não aceita a volta de Deep para a equipa. E com razão, claro. Ele é e sempre será um violador nojento. Gosto desta aliança e de podermos ver mais os poderes de ambos na luta com Homelander. Se A-Train se juntar a eles, ainda melhor.

Já os boys voltaram a unir-se. Será que é de vez? Desde Becca e do episódio do irmão de Kimiko que a equipa se tinha praticamente desmoronado. No entanto, MM e Hughie não desistem de Butcher. Hughie precisa de uma figura paterna e Butcher precisa da humanidade de Hughie para não se tornar num completo monstro. E MM precisa de se reunir com a família e sem Butcher fica mais difícil.

O “assalto” de Black Noir à casa da tia de Butcher foi interessante e meio cómico, mas aquilo que queria que acontecesse não se deu. Porque é que foi Black Noir à procura de Butcher? O que tem este super contra ele? E quem raio é ele e quais são exatamente os seus poderes? Black Noir tem toda uma onda de mistério à sua volta e pensei que nos mostrassem mais sobre ele. Bela treta! Todo o episódio só nos mostrou Butcher a voltar para o gangue, coisa que já sabíamos que ia acontecer.

Por fim, Homelander e Stormfront, os vilões a sério, resolveram aliar-se. Faz sentido, não? Homelander estava sozinho e com o anúncio da relação de Queen Maeve e a morte de Madelyn, não tinha ninguém do seu lado. E quem melhor do que a psicopata racista que é Stormfront? Ela ajudou-o a recuperar a popularidade após ter surgido um vídeo dele a magoar severamente um civil inocente e ela ganha apoio n’Os Sete após a ameaça de Starlight.

Fui só eu a achar aquela cena final de sexo MUITÍSSIMO creepy? Juro-vos que me lembrei do filme Breaking Dawn – Part I da saga Twilight quando Bella e Edward têm sexo pela primeira vez. A partir a mobília toda à volta. E a música Dream On dos Aerosmith? Meu Deus, todo um nível de WTF!

Em suma, foi um episódio bem mediano para o que estamos acostumados e realmente pouco desenvolvimento tivemos sem ser o regresso de Butcher. Há muitas perguntas a serem respondidas que não estão a ter o destaque devido.

E pronto, agora é só esperarmos que nos expliquem rápido o que é que Raynor sabia da Vought para ser morta daquela maneira, como é que Kimiko vai voltar para a equipa, quando é que o mundo descobre os crimes de ódio de Liberty/Stormfront e o plano contra Homelander. Façam isto valer, pessoas! Temos aqui muito material bom.

Se ainda não leram a review do 4.º episódio, podem lê-la aqui.

Maria Sofia Santos