Virgin River – Crítica da 7.ª Temporada
| 30 Mar, 2026
6.95

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A 7.ª temporada de Virgin River, já disponível na Netflix, começa precisamente no dia a seguir ao casamento de Jack (Martin Henderson) e Mel (Alexandra Breckenridge) e, a par deste novo passo na vida do casal, vamos também acompanhar a investigação em torno da morte de Calvin e do desaparecimento de Charmaine (Lauren Hammersley) e dos gémeos. A grande dúvida era perceber se teria sido Charmaine a cometer o crime e a fugir ou se teria sido outro alguém a assassinar Calvin e a raptá-la a ela e aos gémeos.

Esta investigação foi levada a cabo por Brie (Zibby Allen) e Mike (Marco Grazzini), recentemente separados. Confesso que o desfecho deste mistério não foi tão surpreendente quanto estava à espera, mas a verdade é que as narrativas de Virgin River funcionam muito assim. É sempre criada uma enorme expectativa, sobretudo com os cliffhangers apresentados no final da temporada, mas depois os desfechos acabam muitas vezes por ter resoluções mais simples do que o expectável.

Relativamente a Doc (Tim Matheson), esta temporada trouxe-lhe um novo desafio com a suspensão da sua licença e a possibilidade de a perder definitivamente, uma vez que a sua conduta estava em investigação. Isto ganha um peso ainda maior dado que o hospital Grace Valley pretendia expandir-se para Virgin River e, dessa forma, a clínica de Doc podia ser vista como um empecilho. Embora tenha levado algum tempo, como era expectável, Doc volta a ter a sua licença e começa a ponderar, depois de um problema, se não seria mais proveitoso uma parceria com o hospital.

Esta decisão deixa Hope (Annette O’Toole) furiosa, uma vez que ela tinha feito de tudo para conseguir impedir que o hospital se expandisse para Virgin River e Doc não falou primeiro com ela antes de avançar com essa possibilidade. Até consigo perceber o lado de Hope, uma vez que ela se esforçou mesmo muito, além de que sentiu-se traída, sendo que este sentimento é intensificado ainda mais tendo em conta aquilo que ela já tinha vivido no passado com o seu pai e o seu ex-marido, Roland. No entanto, acho que talvez não fosse necessário algo tão drástico. Espero, muito honestamente, que Hope e Doc se consigam resolver e que não haja nenhum envolvimento entre ela e Roland. Sinceramente, já estou muito farta do enredo envolvendo traições em Virgin River.

Quanto a Lizzie (Sarah Dugdale) e Danny (Kai Bradbury), estes tornaram-se pais nesta temporada, sendo que é abordada a ansiedade pós-parto de Lizzie. Já tinha ouvido falar de depressão pós-parto, mas confesso que nunca tinha ouvido falar sobre ansiedade pós-parto. Embora considere que tenha sido muito importante abordarem esta questão, gostava honestamente que tivessem aprofundado um pouco mais os sintomas, por exemplo, e que tivessem explorado um pouco mais esta nova fase da vida de Lizzie e Danny.

Outra coisa de que também estava à espera que abordassem mais era o cancro de Muriel (Teryl Rothery). É certo que foi falado, inclusive foi mostrada uma das sessões do tratamento, mas estava à espera de que fosse desenvolvido de forma mais profunda. Talvez o façam na próxima temporada, que já está confirmada.

Já Brady (Ben Hollingsworth) e Brie, quando finalmente parecia que iam ter algum descanso, novamente juntos e felizes, óbvio que tinha de acontecer alguma coisa, ainda por cima a Brady. Definitivamente, é difícil para Virgin River dar mais de dois segundos de paz e felicidade a este homem. Eu comecei logo a suspeitar que alguma coisa iria acontecer, dado que eles têm sempre de arranjar alguma coisa para atrapalhar este casal. Espero honestamente que Brady não morra. Eu acho que isso não irá acontecer, tendo em conta que se trata de Virgin River, mas nunca fiando! Pode sempre haver uma primeira vez para tudo e eles trocarem-nos as voltas.

Outros que também não conseguem ter mais de cinco minutos de descanso são Mel e Jack. Passaram praticamente a temporada toda entre as dúvidas sobre a adoção do bebé de Marley (Rachel Drance) e, quando finalmente tudo parecia encaminhado, surge mais um problema, desta vez relacionado com a saúde do bebé. Também estou esperançosa que tudo corra bem, pois em Virgin River é sempre assim, mas, novamente, nunca fiando.

E quanto a Preacher (Colin Lawrence)? Será que vai assinar a compra do bar por parte de Jack? Sinceramente, acho que não. Mas o facto é que ele nesta temporada não teve muita história para lá do novo menu e de querer expandir o bar, sendo que quando Jack recusou, quis então abrir o próprio restaurante. Sem isso, não sei que desenvolvimento lhe poderão dar.

Tivemos também uma nova personagem, Clay (Cody Kearsley). Ao início também pareceu que ia ser uma coisa, mas depois acabou por ser outra. Afinal ele apenas devia dinheiro e andava à procura da irmã. Houve quem tivesse a teoria de que a irmã dele era Charmaine, ou então Marley, mas ao que parece chama-se Layla. Acho que teria sido mais interessante se essas teorias se tivessem confirmado, mas talvez esta narrativa em torno de Clay e da sua irmã se torne importante na próxima temporada.

Ainda assim, e apesar de algumas expectativas não totalmente correspondidas, Virgin River continua a ser uma série muito fácil de ver. Além disso, as paisagens são simplesmente lindíssimas e a banda sonora continua a destacar-se. Fora todo o drama, Virgin River continua a parecer um lugar onde, de alguma forma, nos apetece viver.

Melhor episódio:

It Takes a Village (Episódio 7) – Foi neste episódio que ficámos a saber que Lizzie sofria de ansiedade pós-parto e que Doc, após um emocionante discurso que nos permitiu conhecer um pouco mais da sua história, recupera a sua licença. Além disso, acho que o nome deste episódio define muito bem o que é Virgin River e transmite o quão unidos são os seus habitantes.

Personagem de Destaque:

Brie – Confesso que em nenhum momento durante esta 7.ª temporada de Virgin River tinha ponderado escolher Brie. Na verdade, estava a ponderar escolher novamente Doc. Contudo, como já referi anteriormente, sou apologista de ir variando na escolha e, após ter ido rever as minhas escolhas passadas e de muito ponderar, acabei por me decidir por Brie. Apesar de nem sempre concordar com as suas decisões e/ou atitudes, é impossível não reconhecer a força e coragem que demonstrou, não só pelo que passou, mas também pela forma como conseguiu enfrentar tudo.

Nesta temporada, após o término com Mike, vimos uma personagem mais focada nela e em ajudar Charmaine do que nos seus dramas amorosos, embora eles ainda lá estivessem. Foi uma lufada de ar fresco. Apesar de todos os problemas que fomos acompanhando ao longo das temporadas entre Brady e Brie, não é segredo nenhum que torço bastante por este casal, mesmo que reconheça que há ali muitas coisas que precisam de ser trabalhadas/melhoradas. Dessa forma, escusado será dizer que fiquei muito contente quando ela decidiu reatar com Brady. Infelizmente, e como era expectável, estes não podem ter mais de dois segundos de felicidade que Virgin River decide logo fazer das suas.

Virgin River - Crítica da 7.ª Temporada
Temporada: 7
Nº Episódios: 10
6.95
7
Interpretação
6
Argumento
7.5
Realização
8
Banda Sonora

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