Emily in Paris – que por breves momentos passou a ser Emily in Rome – regressou para uma 5.ª temporada, sendo que uma 6.ª já foi confirmada. Honestamente, embora ache que a série ainda consegue manter-nos entretidos e ter novas peripécias para contar, começa a tornar-se um pouco frustrante, ao sabermos claramente que Gabriel (Lucas Bravo) é o endgame de Emily (Lily Collins). Isto porque, para lá do facto de não querer que terminem juntos, cada vez mais temos a certeza de que os romances servem apenas para alimentar a narrativa, acabando por não dar em nada no final.
Entendo perfeitamente que uma pessoa possa ter vários romances ao longo da vida, mas começa a cansar o facto de nos afeiçoarmos a pares românticos que estão claramente condenados desde o início. Desta vez foi o caso do Marcello (Eugenio Franceschini), por quem acabei por criar algum carinho e até cheguei a ter alguma esperança nesse relacionamento, reforçada pelo episódio 9, com a despedida entre Emily e Gabriel, mas que, no final, acabou por não dar em nada. Não quero com isto dizer que este relacionamento não teve impacto no desenvolvimento de Emily. Pelo contrário, até foi positivo vê-la a tomar uma decisão com base nos seus sonhos e objetivos, contudo, não sei se seria assim ou se parte dos dramas aconteceriam caso não estivessem fixados na ideia de ela terminar com Gabriel. Embora não esteja muito entusiasmada para a próxima temporada, até tenho curiosidade para ver como vão desenvolver o relacionamento, agora que Gabriel trabalha num cruzeiro e, portanto, anda quase sempre fora, e Emily queria muito ficar em Paris. Cá para mim ele vai deixar aquele trabalho e voltar para Paris para assim ficarem juntos.
A minha opinião quanto a eles terminarem juntos continua igual, sendo que, entre isso e ela acabar sozinha, preferia, muito honestamente, que Emily acabasse sozinha. Tanto é que acho que gostei um pouco mais desta temporada pelo facto de Gabriel e, consequentemente, todos os dramas que o envolviam, estarem ausentes. Mas tendo em conta o final desta temporada e sabendo que eles vão acabar juntos, tudo o que virá até isso acontecer não passará de enrolação, o que me deixa menos entusiasmada para a próxima temporada.
Quanto à 5.ª temporada, fora os estereótipos e ter sido durante pouco tempo, gostei de ver Emily em Roma. Esta mudança permitiu novas dinâmicas e um toque diferente à série, embora ainda sentisse que estivesse a ver Emily in Paris. Relativamente a Mindy (Ashley Park) e Alfie (Lucien Laviscount), confesso que não sei muito bem o que achar. Acho, sim, que deveriam ter contado logo a Emily, mesmo que fosse apenas algo passageiro. Também não sei muito bem o que achar do retorno do relacionamento de Mindy com Nicolas (Paul Forman), muito menos deste noivado. Sei que irá haver drama entre Mindy, Alfie e Nicolas, com toda a certeza, mas não sei muito bem o que esperar e se é algo que estou assim tão interessada em ver.
Por fim, apesar de nem sempre concordar com Sylvie (Philippine Leroy-Beaulieu), gostei bastante das dinâmicas dela nesta temporada. Mesmo já desconfiando do que se passava, ri-me bastante no momento em que se apercebem que ela andava envolvida com o filho da amiga.
Melhor episódio:
La Belle Époque (Episódio 9) – Apesar de ter gostado de ver Emily em Roma e de ter ponderado escolher um desses episódios, acabei por optar por este, uma vez que aqui foi-me dada alguma esperança quanto ao fim da ideia de Emily e Gabriel juntos, ainda por cima feito de uma forma tão madura. Contudo, e tendo em conta o último episódio, foi só para nos atirar areia para os olhos, o que me deixou um pouco desapontada.
Personagem de Destaque:
Sylvie Grateau – Mesmo não concordando totalmente com as suas atitudes ou escolhas, gostei muito de acompanhar Sylvie nesta temporada. Gostei particularmente que tivesse retomado uma amizade de longa data e tenho pena de ter durado tão pouco tempo. Embora perceba qual o propósito, e de me ter rido bastante com a situação, estava a gostar imenso de acompanhar esta amizade. Além disso, continuo a gostar de ver o desenvolvimento da sua relação com Emily, que tem vindo a ganhar mais profundidade ao longo das temporadas.