O sucesso da Prime Video, Maxton Hall, baseado na trilogia Save Us de Mona Kasten, regressou com uma 2.ª temporada e, honestamente, ainda não sei muito bem o que achar desta. Definitivamente não teve em mim o mesmo impacto da temporada de estreia, esta que, após um primeiro episódio que não me convenceu muito, acabou por me surpreender e tornou-se um guilty pleasure. Tanto é que decidi ler os livros.
O primeiro livro fez jus à 1.ª temporada, ou melhor dizendo, a 1.ª temporada fez jus ao livro. Mesmo sabendo o que iria acontecer, o livro conseguiu deixar-me ansiosa e expectante com o que estava a ler. Já os outros dois livros acabaram por ser uma deceção. E não sei até que ponto isso não acabou por condicionar as minhas expectativas para esta 2.ª temporada.
Por um lado, as expectativas estavam altas tendo em conta a 1.ª temporada, além disso, tinha esperança de que conseguissem transformar alguns dos aspetos mais fracos e aborrecidos do livro em algo melhor. Por outro, sabendo o que ira acontecer, e caso mantivessem uma adaptação fiel do livro, tal como aconteceu na temporada anterior, à partida já antecipava que não poderia esperar demasiado, uma vez que a 2.ª parte do livro não foi nada por aí além. Ainda assim, mesmo deixando de lado a influência dos livros, sinto que esta temporada, por si só, não está tão bem conseguida quanto a anterior.
Esta 2.ª temporada de Maxton Hall apresenta várias diferenças em relação ao livro. Isso nem sempre é mau, uma vez que permite a quem tenha lido os livros ficar sem saber exatamente o que esperar, no entanto, nem todas as alterações fizeram sentido ou acrescentaram algo realmente relevante à história. Na verdade, aquilo que eu gostaria que tivesse sido efetivamente alterado, ou melhor desenvolvido, não aconteceu. Mais especificamente a rapidez com que Ruby (Harriet Herbig-Matten) e James (Damian Hardung) reataram o relacionamento. Já no livro achei que tinha acontecido tudo demasiado rápido, e o que aconteceu esquecido demasiado depressa. Em contrapartida, achei a segunda parte do livro aborrecida, o que não aconteceu na série. Muito pelo contrário.
O início desta 2.ª temporada foi um pouco mais chato, e considerei um ou outro momento bastante cringe, mas depois o ritmo dos episódios finais compensaram totalmente. Mesmo não percebendo como é que um homem adulto tem uma quezília com uma adolescente, até eu já estava a ficar com uma raiva desgraçada do Mortimer. Que homem mais desprezível! Independentemente da lógica que isso possa ter, reconheço que foram acrescentos que tornaram a história mais interessante, por assim dizer.
Outro acréscimo que fizeram na série e que eu apreciei bastante, inclusive gostava que tivesse sido mais explorado, foi o facto de o James fazer terapia. Além disso, também gostei muito do discurso que ele fez. Apesar de Maxton Hall ser uma série mais cheesy, consegue ter diálogos bastante interessantes e até mesmo impactantes, sendo que, no caso específico deste discurso, considero mesmo que transmitiu uma mensagem bastante importante e que, sem sombra de dúvida, deve ser abordada.
Apesar de esta 2.ª temporada não ter sido tão boa como a primeira, estou bastante curiosa para ver o que a 3.ª temporada, já confirmada como sendo a última, terá reservado para nós. Mesmo que o terceiro livro não tenha sido nada de especial e, honestamente, se não fosse o final do segundo, nem sequer lhe tinha pegado. Agora que sabemos que a série não tem problemas em fazer alterações à história dos livros, acredito que o mesmo possa acontecer na última temporada, por isso, estou expectante para ver o que poderá surgir daí.
Melhor episódio:
Reaching for the Stars (Episódio 6) – Os últimos episódios da temporada já pouco descanso davam em termos de coisas a acontecer, mas este, apesar de curto, deixa-nos bastante expectantes para a próxima temporada, tendo em conta tudo o que acontece. Aliado a isso, temos um jogo de lacrosse que me captou a atenção em termos cinematográficos. Para quem entende do assunto até pode achar que não está nada de mais, mas eu gostei muito da forma como foi realizado.
Personagem de Destaque:
Lydia – Definitivamente, tendo em conta tudo o que passou nesta temporada, a Ruby também merecia ser destacada. Contudo, como já a escolhi na temporada anterior, optei por outra personagem que se destacou igualmente, no caso, a Lydia. Deixando de lado o meu desagrado com o romance dela e do professor, sem sombra de dúvida que Lydia enfrentou muitas dificuldades nesta temporada. Desde a morte da mãe, o irmão ter entrado numa espiral de sofrimento, o pai desvalorizar o seu esforço e desejo em trabalhar na empresa da família, e ainda estar grávida de gémeos do seu professor. Apesar de estar a lidar com tudo isto, Lydia tentou sempre manter-se forte, e ser um apoio para todos à sua volta.