Nesta 2.ª temporada de A Man on the Inside (Temos Um Infiltrado) o cenário mudou, mas a qualidade mantém-se, e o enorme carinho que tenho pela série só aumentou. Quando decidi ver a 1.ª temporada, não tinha grandes expectativas, sendo que procurava apenas uma série curta, leve e divertida, até que me surgiu esta e eu não despendi mais tempo a procurar outra. Rapidamente dei por mim embrenhada na história e a importar-me genuinamente com os personagens, que tanto me faziam rir como chorar. Assim, apesar de ter ficado contente com a confirmação de uma nova temporada, confesso que fiquei igualmente com algum receio de que esta pudesse não ter o mesmo impacto da primeira, como já aconteceu com outras séries, como, por exemplo, The Good Place. Felizmente os meus receios não se concretizaram e esta 2.ª temporada consegue manter o mesmo nível de qualidade.
Desta vez, Charles (Ted Danson) não tem de descobrir quem roubou uma joia de família numa residência sénior, mas sim quem roubou o computador do Diretor da Universidade Wheeler, Jack Berenger (Max Greenfield), e está a tentar sabotar uma generosa doação feita por um milionário algo duvidoso, Brad Vinick (Gary Cole). Para isso, o nosso detetive privado favorito tem de se infiltrar como professor na universidade, o que traz, como mencionado anteriormente, um novo cenário e dinâmicas, mas sem nunca perder a essência da série.
Para além do mistério principal, esta temporada continuou a apostar no desenvolvimento das personagens, em especial da Julie (Lilah Richcreek Estrada). Isso permitiu não só ver a personagem de outra forma, mas também explorar outras dinâmicas e até mesmo aprofundar ligações com outros personagens, como foi o caso do Charles, por exemplo.
Por falar em Charles, este conhece Mona (Mary Steenburgen), uma professora de música, cuja personalidade livre desperta sentimentos no personagem. Embora considere que o romance foi desenvolvido de forma um pouco acelerada, de certa forma também faz sentido, não só tendo em conta a personagem da Mona, mas também se isso é algo que se pode ver em jovens casais, porque não em personagens mais velhas também? Melhor do que ninguém elas saberão o que querem, além de que já não têm muito tempo a perder.
Quanto ao mistério, confesso que não desconfiava de ninguém em particular, e embora reconheça que a resolução não foi nada de muito rebuscado, fez todo o sentido. Definitivamente que A Man on the Inside mostrou que não precisa de nada muito mirabolante para nos proporcionar uma boa história. Além disso, a série aborda temas que, dado a juventude, nos podem ser alheios, mas que acabam por nos deixar a pensar, em especial quando o expectável é chegarmos àquela faixa etária e, portanto, também nós eventualmente poderemos passar por isso.
Resumidamente, a 2.ª temporada mostra que A Man on the Inside continua uma série reconfortante e aconchegante, que nos aquece a alma e coração, mas que, apesar de nos fazer rir, também nos faz refletir e emocionar.
Melhor episódio:
Group Project (Episódio 7) – Para além de ter sido um dos episódios mais divertidos da temporada, contou com o regresso de algumas personagens da temporada anterior. Foi muito bom revê-las e perceber como encaixaram perfeitamente na narrativa, mesmo com a mudança de cenário. Trouxeram não só um sentimento de nostalgia, mas também permitiram dinâmicas muito divertidas e que enriqueceram o episódio.
Personagem de Destaque:
Charles – Embora a série faça um bom trabalho no desenvolvimento de várias personagens, sinto que não poderia escolher outra pessoa que não o Charles. Para além do enorme carinho que sinto pela personagem, este continua a conseguir fazer-nos rir, mas também a emocionar, sobretudo nos momentos mais introspetivos. Mesmo enquanto lida com os seus próprios problemas, está sempre disposto a apoiar os outros, ou a reconhecer as suas falhas.