Classificação

7
Interpretação
4.5
Argumento
6
Realização
6
Banda Sonora

[Não contém spoilers]

Biohackers é uma das novas apostas da Netflix. O sucesso de séries como Dark trouxe ao mundo televisivo uma nova paixão pelas séries alemãs. Pois não era então tempo de dar uma espreitadela a esta nova obra!

Com um episódio piloto um tanto ou quanto confuso, Biohackers começa a sua história num comboio. A nossa personagem principal, Mia (interpretada por Luna Wedler), está num comboio com um homem/rapaz chamado Niklas. Estão prestes a começar uma conversa que se poderá considerar um tanto ou quanto íntima quando um por um todos os passageiros do comboio começam a sentir-se mal e caem ao chão, mortos, incluindo Niklas. Mia é a única sobrevivente.

Uns anos depois, Mia ingressa na faculdade e demonstra um especial interesse por uma das professoras da faculdade, a Dr.ª Lorenz, que parece ser especialista em biologia sintetizada e modificações genéticas. Quando Mia chega à sua nova casa e conhece as suas peculiares colegas de casa, Chen-Lu e Ole, também a vemos a desencaixotar imensos recortes de jornais com a cara da Dr.ª Tanja Lorenz em grande. À partida é fácil concluir que a Dr.ª Lorenz e a vida de Mia estão e estarão decididamente interligadas. Mia assiste a uma das aulas de Lorenz e apercebe-se de um aluno, Jasper, que depressa descobre que é o assistente pessoal de Lorenz. Claro que Mia automaticamente assume que através de Jasper conseguirá aproximar-se de Lorenz e decide ir num encontro com ele. Ajuda também que o rapazito não é feio de todo, não…

Não me quero estender muito mais no argumento inicial, até porque confesso não ter percebido grande interconexão entre todas as personagens ou qual será o verdadeiro plot da história – tirando uma cena aqui ou ali em que conseguimos começar a desenrolar fios condutores (mas dos quais não vos quero estragar a surpresa). Biohackers parece ser uma daquelas séries pré-apocalípticas que se verá muito facilmente. Daquilo que entendo não há grande complexidade no argumento, mas tenho alguma fé de começar a ver conceitos científicos um tanto ou quanto interessantes por aqui.

O primeiro episódio deixa-nos com a sensação de que caímos de paraquedas na vida de Mia sem sabermos muito bem o que ela fez ou deixou de fazer e quais são as suas reais motivações. Há demasiadas pinceladas de argumento diferentes, dentro e fora da tela. Sinto ser daquelas séries que vou adorar ou achar a maior desilusão de sempre. Confesso não ter grande vontade de ver o segundo episódio, mas reza a lenda que é algo que facilmente se vê numa tarde, portanto quem sabe não será entretém do primeiro dia de férias!

Biohackers está disponível na Netflix desde o dia 20 de agosto e quem sabe não será uma boa série para ver num dia aborrecido?

Joana Henriques Pereira