Classificação

7
Interpretação
6
Argumento
6.5
Realização

[Pode conter ligeiros spoilers]

No passado dia 29 estreou na Sky Code 404, uma série que contém seis episódios, com aproximadamente 25 minutos cada, escrita por Daniel Peak e realizada por Al Campbell. Esta passa-se no futuro e acompanha a vida de dois detetives, John Major (Daniel Mays) e Roy Carver (Stephen Graham), sendo que o primeiro acaba por morrer numa missão e o seu corpo é utilizado como um projeto experimental de Inteligência Artificial. Dessa forma, após um ano, Major regressa, mas esta nova versão não é bem igual à anterior.

Apesar de a premissa parecer interessante e ter sido este maioritariamente o motivo que me levou a ver a série, a verdade é que este primeiro episódio não me conseguiu convencer muito. Deu-me a sensação que já tinha visto este tipo de história em algum lado: uma pessoa que volta dos mortos mas que não é bem a mesma pessoa e que também percebe que as coisas mudaram ligeiramente após a sua morte. Vemos isso, por exemplo, quando ele tenta voltar para casa e a sua mulher diz-lhe que eles têm que se voltar a adaptar um ao outro – isto era tudo uma desculpa porque ela e Roy estavam envolvidos um com o outro, mas Major ainda não sabia disso e também não desconfiou.

Contudo, e sabendo que muitas vezes os primeiros episódios, ainda para mais quando são tão curtos, não conseguem mostrar o potencial que a série pode vir a ter, estou a ponderar ver pelo menos mais um episódio e aí sim, decidir definitivamente se continuo a ver ou não.

Atenção, não estou com isto a querer dizer que a série não é boa e/ou que não aconselho a visualização da mesma, ainda para mais se têm interesse na premissa. A mim é que não me convenceu muito. Há aquelas séries que uma pessoa acaba de ver um episódio e só pensa em ver o seguinte. Este não foi um desses casos. Por exemplo, se amanhã estivesse indecisa relativamente a que série ver a seguir, de entre as que já iniciei e tenho para ver, esta não seria uma escolha imediata. No entanto, não quer dizer que mais tarde não a finalize.

Mas, e vocês, vão ver? Ou já viram?

Cármen Silva