Classificação

8.5
Interpretação
8
Argumento
8.5
Realização
9
Banda Sonora

Começo esta review por dizer que geralmente quando escolho um piloto para ver e escrever para o site procuro não saber muito sobre a série. O meu objetivo é ver o episódio, sem grandes expectativas e sem o tão badalado hype que muitas vezes nos faz ter grandes desilusões. Foi assim que mais uma vez abracei esta nova série da Netflix.

Soundtrack começa por impressionar pela imagem. Desde a cor aos planos, tudo impressiona logo nos primeiros minutos. É uma imagem limpa e que, muito honestamente, mete num bolso muitas séries atuais. Somos logo apresentados aos personagens Sam e Nellie que nos vão guiar pela história. Nellie namora com um aspirante a músico que vê a sua carreira lançada quando a sua música passa na rádio. Com a fama ele deixa Nellie por achar que ela o retrai. Já Sam é um pai solteiro. A sua esposa morreu e ele ficou sozinho com o filho e tem três trabalhos para o conseguir sustentar. Ambos estão em momentos da vida que parece que tudo vai por água abaixo, mas não se deixem enganar. Allie e Sam não são desistentes e fazem-se à vida para dar a volta aos maus acontecimentos.

Como o nome diz, a série é sobre música e sobre como ainda existem e fazem falta músicas de amor. Allie e Sam cantam em vários momentos do episódio. Melhor, eles não cantam, eles fazem lip sync de músicas de artistas conhecidos. Faz lembrar Glee em certos momentos. As músicas foram bem escolhidas para as cenas mas o melhor nem são mesmo as músicas, mas sim as coreografias durante as performances. Para quem gosta de dança e coreografia, certamente vai adorar estes momentos.

O argumento é bom, ainda que nada fora do normal, mas acaba por nos cativar ao longo do episódio e tem uma revelação no final que nos deixa com várias perguntas. Um pouco na onda This Is Us. Mas são as personagens que nos cativam. Nellie é muito engraçada e alegre. Já Sam e a sua relação com o filho Barry é muito bonita. É muito querido ver a forma como ele protege o filho. Callie Hernandez e Paul James impressionam como Nellie e Sam. O próprio elenco secundário é muito bom e suporta a história e os personagens principais.

Como estamos nesta altura natalícia, atrevo-me a dizer que a série foi um belo presente bem embrulhadinho na árvore da Netflix. Não será aquela prenda que desejamos o ano todo, mas é certamente aquela lembrança dos tios ou avós que nos deixam de sorriso na cara e com o coração aconchegado. Adicionei sem medos o resto dos episódios à minha lista e tenciono acabar de ver a histórias destas personagens.

Da minha parte, fica esta sugestão alegre e porque não, natalícia e os votos de um Feliz Natal e um exelente 2020 cheio de séries novas a descobrir.

Carlos Real