Daredevil: Born Again – Crítica da 2.ª Temporada
| 06 Mai, 2026
9.56

Publicidade

A 2.ª temporada de Daredevil: Born Again, do Disney+, está claramente mais madura do que a primeira. A temporada inicial já era boa, mas funcionava muito como uma fase de adaptação à nova realidade trazida pela mudança de plataforma. Nesta segunda, pelo contrário, a série já tem o seu novo universo bem estabelecido, o que permite uma diferença mais marcada na forma como constrói a narrativa e desenvolve as personagens.

Vemos personagens em situações novas que não tinham sido exploradas nas outras temporadas, incluindo as da Netflix. Isso força novas dinâmicas, embora sem nunca perder o foco central: Daredevil (Charlie Cox) vs. Fisk (Vicent D’Onofrio), já numa espécie de round 5. Curiosamente, começa de forma mais morna. Eles são inimigos, mas já não são “mortais” no sentido clássico. Existe meio que um respeito mútuo e até conseguem encontrar pontos em comum, apesar de terem visões completamente diferentes sobre como atingir os seus objetivos. É nesse quase respeito que assenta muito da relação deles nesta temporada.

Daredevil volta às origens na sua forma de atuar como justiceiro. É quase uma jornada de redenção, de trilhar o mesmo caminho, mas esperar um resultado diferente, e pelo meio temos também Bullseye (Wilson Bethel), que se junta a ele, de certa forma, nesta jornada, mas mais uma vez com uma visão completamente distorcida do que isso significa. A série explora muito bem essas diferenças. Sempre foi forte nos “cinzentos”, mas aqui trabalha esses temas de forma especialmente eficaz. As personagens saem da sua zona de ação habitual, tanto para o bem como para o mal, e sentimos as implicações disso em tudo: no desenvolvimento individual e no impacto que têm nas relações entre si. Isto cria tensão e tensão desta é bem-vinda.

Outro grande mérito desta temporada é não ter medo de arriscar. Há momentos em que parece que a série tem uma ideia forte, mas que está com receio de a concretizar. E quando pensas que já passou a oportunidade, afinal avança e com um impacto brutal. Anda ali a brincar, a fazer teasing, e depois entrega estes momentos quando não estás à espera. Bravo!

Esta temporada soube muito a despedida. E a verdade é que teria funcionado perfeitamente como uma temporada final. Tivemos regressos de personagens conhecidos nas mais variadas formas, cenas de ação extremamente bem coreografadas, uma magnitude maior quando comparando com a anterior, escolhas narrativas com peso real e um crescendo até um ponto de ebulição que culmina numa das cenas mais esperadas por qualquer fã de Daredevil. E mesmo depois disso ainda há espaço para uma espécie de fecho emocional para várias personagens.

Daredevil: Born Again foi renovada e, depois de um final destes, é expectável que venha com um tom e uma linha narrativa bastante diferentes. Esta jornada foi muito boa e teve um final satisfatório. Será que precisávamos mesmo de voltar à estaca zero? Veremos.

A 2.ª temporada de Daredevil: Born Again já se encontra disponível, na totalidade, no Disney+. E, não percas o episódio especial de The Punisher, que será lançado na próxima semana.

Melhor episódio:

The Southern Cross (Episódio 8) – O melhor episódio da temporada é, sem grande dúvida, o último. Funciona como o verdadeiro culminar de uma história construída ao longo de cinco temporadas, entregando um confronto diferente de tudo o que já vimos entre estas personagens e exatamente como tinha de ser. É daqueles momentos que te deixam na beira do sofá, quase sem respirar, pela intensidade e pelo peso emocional que carrega. Acaba por ser a forma perfeita de fechar uma jornada que, apesar de alguns altos e baixos, nunca deixou de ser envolvente e relevante.

Personagem de Destaque:

Bullseye (Wilson Bethel) – Bullseye acaba por roubar muitas das atenções. Tirando os protagonistas, que são naturalmente o centro da narrativa, é ele quem apresenta uma das trajetórias mais interessantes de acompanhar. Ao longo desta temporada, vemos a conclusão de um arco complexo e bem trabalhado, que aprofunda ainda mais a sua psicologia e reforça o impacto que tem dentro da história, já para não falar nas tiradas mais espirituosas. Acertaram na mouche, sim senhor.

Daredevil: Born Again - Crítica da 2.ª Temporada
Temporada: 2
Nº Episódios: 8
9.56
9.5
Interpretação
9.5
Argumento
9.7
Realização
9.5
Banda Sonora

Publicidade

Populares

Calendário estreias posters grid Julho

elle prime video Lexi Minetree

Recomendamos

Séries da TV
Este Site Usa Cookies

Este site usa cookies para melhorar a experiência do usuário.Cookies são pequenos arquivos de texto colocados no seu computador pelos sites que consulta. Os sites utilizam cookies para ajudar os usuários a navegar com eficiência e executar certas funções.