Após uma 1.ª temporada que me desapontou um pouco (muito), comecei esta segunda de Percy Jackson com alguma reticência e expectativas baixas. O primeiro episódio não me convenceu por aí além, o que intensificou ainda mais os meus receios. No entanto, a partir do segundo a minha perceção começou a mudar significativamente. Gostei especialmente, neste episódio, de como a corrida de quadrigas foi feita. Nada a apontar aos efeitos especiais, não só neste momento, mas ao longo de toda a temporada. É algo que, sem sombra de dúvidas, merece ser destacado, pois a temporada superou-se mesmo muito neste quesito.
E episódio após episódio, tornou-se evidente a diferença entre as duas temporada. A série pareceu-me menos contida e menos preocupada em agradar exclusivamente a um público mais infantil, algo que, a meu ver, na temporada anterior acabava por limitá-la bastante. Fui sentindo, aos poucos, que nos aproximávamos cada vez mais da adaptação que os fãs queriam ver, algo que, para mim, fez toda a diferença.
Existem mudanças em relação ao livro, é certo, mas acho que até foram fazendo sentido. No entanto, confesso que assim que terminei de ver o último episódio, não fiquei muito convencida quanto à mudança final, especialmente no que diz respeito a Thalia e à justificação para ter sido transformada numa árvore. Porém, depois de pensar melhor sobre o assunto, acho que até poderá fazer com que o plot seja ainda mais forte e até mesmo imprevisível. Conhecendo nós os deuses gregos como conhecemos, não é de estranhar que sejam rancorosos e que se vinguem nos semideuses quando estes não fazem o que eles pretendem. É certo que não era difícil Thalia ter um rancor por Zeus, contudo, agora tem efetivamente motivos para o odiar. Tendo em conta a profecia, acredito que isto venha dar um twist interessante à história.
A par disto, também tivemos oportunidade de conhecer melhor outras personagens para lá de Percy (Walker Scobell). No livro, uma vez que estamos a seguir o ponto de vista dele, não nos é possível ir acompanhando de forma tão consistente as restantes personagens, algo que a série pode (e consegue) colmatar. E foi precisamente isso que fez, ao permitir-nos ver mais de Clarisse (Dior Goodjohn), por exemplo.
No geral, achei que todas as personagens, apesar de visualmente diferentes daquilo que é descrito nos livros, conseguem representar muito bem as personalidades dos respetivos personagens e isso já me basta.
Resumidamente, foi uma boa temporada. É certo que ainda há espaço para a série crescer e ajustar alguns pormenores, mas esta 2.ª temporada mostrou claramente que Percy Jackson está, finalmente, no caminho certo. Posto isto, fico a aguardar expectantemente pela 3.ª temporada, que já foi confirmada e está prevista estrear no final deste ano!
Melhor episódio:
Clarisse Blows Up Everything (Episódio 4) – Aquele final já era, por si só, digno de destaque, contudo, tivemos também flashbacks que nos mostraram um pouco mais da história de Annabeth (Leah Sava Jeffries), Luke (Charlie Bushnell) e Thalia, um aprofundamento da personagem Clarisse, já para não falar da interação de Percy com Annabeth e também da dinâmica entre ele e Clarisse.
Personagem de Destaque:
Clarisse – Fiquei bastante indecisa entre escolher Clarisse ou Tyson (Daniel Diemer), uma vez que também adorei Tyson e considero que merecia igualmente ser destacado. Ainda assim, acabei por me decidir por Clarisse. Sem sombra de dúvida, é uma personagem que sofre uma grande evolução, sobretudo na série, onde foi possível acompanhá-la melhor e, portanto, conhecer mais profundamente as suas diferentes camadas.