Classificação

8
Interpretação
6
Argumento
6
Realização
8
Banda Sonora

Estreou no final de fevereiro a nova série da ABC chamada Whiskey Cavalier. A nova série policial conta com Scott Foley e Lauren Cohan nos papeis de Will (Whiskey) e Frankie, respetivamente, que se vão juntar para liderar uma equipa que tem como missão salvar o mundo.

[Este artigo contém spoilers]

Quando li a premissa da série confesso-vos que fiquei um pouco apreensiva e pensei “já ter visto isto muitas vezes, provavelmente não valerá a pena apostar muito”. Todavia, quando cheguei ao fim do episódio, a sensação com que fiquei foi um pouco melhor. Começa por surpreender na historia do Whiskey. Ao contrário do que já vimos em outros produtos, a personagem principal é um agente que está a passar por um momento difícil, com o fim da relação da namorada, e que é gozado por todas as pessoas por isso. Mas percebemos também que isso é usado para nos mostrar que é um romântico e um homem que acredita no amor, contrariamente àquele típico agente duro que nos é apresentado variadíssimas vezes. Também a protagonista segue esse caminho, sendo que ela assume o papel da personagem que não acredita no amor e que é focada no trabalho. Esta mudança de “papeis” em relação ao modelo típico apresentado, dá a série uma novidade que eleva um pouco a historia.

Claro que já sabemos onde vai acabar esta dupla, provavelmente irão envolver-se, chatear, voltar a envolver, etc., por isso vamos focar em outros aspetos. O ritmo deste episódio piloto foi muito agradável. A história que nos foi apresentada teve twists suficientes e interessantes que mantiveram o interesse em acompanhar a história. Começamos com a apresentação da história de Will, que tem um companheiro na agência e o seu superior que o envia para uma missão, como última oportunidade para salvar a sua carreira. É durante a missão que conhece Frankie, que tem o mesmo objetivo de capturar um espião na NSA. Em paralelo, vamos vendo o estado emocional de Will, que não esta nos melhores dias e que vê momentos românticos que o fazem lembrar da ex em tudo. Poderíamos pensar que tanto foco no lado emocional resultaria num tom mais melancólico na série, mas esse aspeto é tratado com um humor muito leve e bem construído que empresta a série um lado divertido, o que revela um ponto a seu favor.

No final descobrem que o verdadeiro espião era outro e, juntamente com o primeiro suspeito, Tayler, a psicanalista de Will, Susan e o colega de Frankie, Jay, são convidados para formar uma equipa que ajude a salvar o mundo. Todas as cenas de ação são justificadas, mas não trazem nenhuma novidade que seja diferenciadora em relação a outras series. Enfim, Whiskey Cavalier não é um produto de excelência, nem uma novidade na grelha de séries que já existem, mas cumpre o papel se virmos o produto de uma perspectiva de entretenimento. Pode melhorar bastante com o tempo se os casos semanais que fora apresentando tragam um bom desenvolvimento nas histórias das personagens.

Catarina Lameirinha