Classificação

7.2
Interpretação
7.0
Argumento
7.7
Realização
7.5
Banda Sonora

Pode conter spoilers!

Baldur, apesar de longe da genialidade de outros tempos, trouxe-nos algumas cenas interessantes, constituindo um episódio bastante espiritual e com muitos vikings postos à prova de diversos modos. Foi também uma semana de lançar algumas pontas soltas para o frenesim de final de temporada que se aproxima a passos largos.

Kattegat esteve mais agitado do que nas semanas anteriores, mas não foi necessariamente espetacular. Destaco a ironia da vida ou dos deuses de darem a Ivar um “filho” que não era seu e que aos seus olhos perpetuava a sua “linhagem” deficitária. Foi só a mim que aquele “Baldur” me pareceu um boneco por demais?

Apesar de um bom desempenho de Alex Andersen, este episódio só serviu para desejar ainda mais que os dias do fim estejam próximos para Ivar. Na verdade, o desempenho de Alex Andersen é inversamente proporcional a qualquer afeição que pudesse ter por este personagem. Felizmente, os inimigos vão-se somando e preparando para o ataque e esta semana até Hvitserk parece ter encontrado um aliado contra o irmão na sua missão de arranjar aliados para Ivar.

O casamento de Bjorn foi um momento carregado de tensão. Claramente, o que seria uma festa e uma celebração na antecâmara de uma aliança contra Ivar, tem neste momento todas as condições para se tornar uma “guerra civil” gerada por este triângulo amoroso. De um modo ou de outro, creio que podemos esperar um foco de ação originado aqui em York.

Apesar de não gostar da curva descendente e decadente que estão a escrever para Lagherta, pois é como se ela estivesse a seguir o rumo que Ragnar começou a seguir em determinado momento no passado, gostei bastante da cena que prepararam para trazer Lagertha de volta. De certo modo, sinto que valeu a pena terem-na feito desaparecer. Foi o momento mais espiritual do episódio e digam o que disserem, um flashback de Ragnar tem mais impacto do que qualquer personagem viva e ativa no atual momento da série. O regresso ao “local do crime”, voltar a ouvir aquele último discurso emblemático, enquanto víamos Lagherta assumir o papel de vários dos presentes na cena original foi um momento que valeu muito a pena.

Espiritual foi também a jornada de Floki nesta semana, mas continuo sem ver a luz no fim do túnel para este arco da série.

Não só com flashbacks perdura a marca de Ragnar na série. A crueldade de Ivar é a parte mais negra do seu pai, a nobreza e liderança de Ubbe naquele que está a ser o seu melhor momento claramente transporta-nos até tempos áureos do seu pai. Também com Ubbe temos promessa de combate – e suspeito quem possa sair vencedor. Mas esse resultado deixa Wessex em paz e alguma incerteza sobre o papel e importância deste núcleo para o final de temporada.

Longe de ser brilhante, a série consegue arranjar alguns argumentos para fechar a temporada com algum estilo. Vejamos se serão bem sucedidos nestes dois episódios que faltam para o final. E quem sobreviverá para reinar numa última temporada?

André Borrego