Classificação

6.4
Interpretação
5.7
Argumento
6.9
Realização
7
Banda Sonora

[Contém spoilers]

The Most Terrible Thing é mais um medíocre episódio de Vikings, mantendo a “média” do nível atual de qualidade – ou falta dela – da série. Houve sem dúvida momentos marcantes, houve sangue, houve atos bárbaros, morte, tortura, ação, mas talvez não no sítio certo e foi isso que não deixou o episódio ser convincente.

Comecemos pelo que tem sido a maior desilusão desde o regresso da série: Kattegat. Noutros tempos foi o centro de tudo, grandes romances, batalhas épicas, profecias e mistérios de nos deixar a adivinhar o futuro e um estratega e um líder que dominava o “show”! Hoje em dia é angustiante ver este arco – que parecia ter imenso potencial no final da primeira metade da temporada e que tem sido reduzido a devaneios de um louco, a súbitas paixões onde nem nos é proporcionado conhecer devidamente os novas personagens – e qual o resultado? Um dia quando nos quiserem chocar ou fazer sentir algo com o desaparecimento de um destes personagens não vai ter qualquer efeito. Parece que o deus Ivar revelou aqui um pouco de receio face à potencial ameaça que constitui Hvitserk e vê com bons olhos enviá-lo numa demanda para fora dali, com palavras vãs sobre dar-lhe o “relevo” que merece… Quanto a mim nenhum dos dois merece grande coisa.

Em Inglaterra a guerra passou, Lagertha nem vê-la… Com a trama dos irmãos cristãos a terminar precocemente, parece que não sobra grande motivo de interesse, nesta fase.

Em York destaco mais uma página na longa e dura vida de amor incompreendido para Finehair! Talvez tenha sorte ao jogo…

E pasme-se quem não viu o episódio: o núcleo mais interessante foi o de Floki – acho que isso diz tudo sobre o interesse do episódio desta semana. No entanto, deixem-me ser justo e ressalvar o que de bom e surpreendente conseguiram fazer neste “anexo” de Vikings. Em primeiro lugar tivemos aqui um Adam Copeland, ator convidado que pouco mais estava a fazer que número – teve desta vez espaço para se mostrar num registo bem diferente do habitual. Passaram semanas a mostrar-nos os “bondosos” da comunidade e os “vilões” que estragaram a harmonia de tudo. E não é que o chefe da família dos bondosos tinha um lado negro bem escondido lá no fundo e a vontade de ajudar não era mais do que um desejo imenso de vingança e de raiva acumulada? O resultado final na contagem dos corpos não foi o que esperava. Fiquei surpreso, mas não muito “sentido”, porque não nutria grande afeição por nenhuma das personagens perdidas, mas pelo menos agitaram-se as águas do pior núcleo da série e reduziram o número de habitantes, estando agora mais perto o momento em que só sobra Floki e no qual poderá vir-se finalmente embora para salvar o que resta da série e ajudar os fãs a terem a última temporada que merecem.

André Borrego